quinta-feira, 11 de abril de 2019

The Dungeons of Hogwarts - Harry Potter Gameplay - Parte 6

Bom, galera,  a parte anterior da nossa aventura terminou d seguinte forma:

"OK" - diz Amanda -  Mas você vai ter que passar no teste para se juntar ao grupo! Vamos propor um desafio, e você vai ter até amanhã para fazer, ok?
Katherine (cujo sobrenome era Macmiller) realmente gostou da proposta, achando a coisa mais divertida do mundo!
- Eba! - exclamou.
"Bom, para entrar pro nosso grupo, você deve..."

- Entrar escondida no aposento do professor desaparecido Lisandry, para analisar a cena do crime? - Vá para o 43;
- Conseguir um autografo de um dos fantasmas do Castelo? - vá para 44;
- Conseguir alguma informação sobre o ataque que a professora Minerva falou com professor Flitwick? - Vá para 45;
- Desafia-la para uma partida de Xadrez de Bruxo? - Vá para 46;

Agora vamos continuar...






Eu escolho...44


44
Carta: 9 de Copas
( resolva a cena e acrescente um Perigo)

Vocês 3 - Thorson, Amanda e Josy - decidem que nada melhor que conseguir um autografo de um dos fantasmas do castelo! Mesmo sabendo ser impossivel para um fantasma assinar de fato qualquer coisa sólida, vocês consideram que o simples fato de pedir um autografo será o suficiente! 
Há algum tempo atrás, vocês ouviram de algum aluno mais velho que é tradição os fantasmas se reunirem toda sexta feira  em uma Torre próxima a torre da Astronomia. Ora, hoje é sexta feira. Só há um problema: A torre está interditada, pois estão montando alguma coisa lá - e ninguém sabe dizer ao certo o que seria. Katherine realmente gostou da ideia, mas demonstra estar com um pouco de medo. Vocês...

- Se comprometem a ir todos junto com ela, hoje no finalzinho da tarde? - Vá para 47;

- Decidem que faz parte do rito ir sozinho nessa aventura? - Vá para 48;

- Decidem que só 1 dentre vocês deve acompanhar Katherine? = Vá para 49;

- Decidem esquecer essa história e deixar essa decisão para outro dia? -vá para 50;



Eu escolho...49

49
Carta: 9 de paus
(Conclua a cena e prossiga)

Ok, vocês reconhecem que ir sozinho em uma aventura dessas é injusto. E assim decidem que ao menos alguem deve ir junto com katherine, para se certificar de que ela cumprirá de fato a missão estabelecida. após alguns minutos de discussão, chega-se ao consenso de que Josy é a melhor opção. "Vamos hoje, logo depois da aula", diz Josy, com seu jeitão sério e misterioso.
O dia passa sem maiores incidentes, até que vocês finalmente se encontram novamente no Pátio central. Thorson e Amanda se despedem de vocês, e vocês - Josy e Katherine - seguem rumo à Torre.
A tarde está no finalzinho, uma tarde fria, quase gelada, mas sem nuvens. As sombras da noite já começam a se desenhar, e um cheiro bem gostoso de umidade permeia todo ar.
Vocês...

- irão direto pela entrada da torre? - vá para 51;

- Irão fazer uma vistoria das redondezas primeiro? - vá para 52;

- Irão desistir da ideia, e deixar essa exploração para uma outro momento? - vá para 53

- irão tentar entrar, mas sorrateiramente...de preferencia, por alguma entrada alternativa - vá para 54;


Eu escolho...54


54
Carta: 7 de ouro
( conclua a cena e acrescente uma...pista)

Vocês se aproximam do local, que realmente está interditado - há uma plaquinha dizendo isso. Vocês contornam algumas paredes , e em determinado momento, vocês se aproximam das paredes a fim de encontrar algo que possa indicar uma passagem secreta. 
(Aqui um teste deve ser feito. Josy não possui nenhuma habilidade que lhe facilite essa tarefa, e nem Katherine. 1d20 = 18. Um sucesso!)
Você (Josy) se aproxima de uma parede, que estranhamente tem algumas marcas como se fossem garras arranhando as paredes (PISTA). Você começa a tocar o local, até de repente um som é ouvido, e uma pequena portinhola aparece do nada. Vocês...

- Decidem entrar por ali imediatamente? - Vá para 55;

- Você pede para Katherine ir na frente, fazer um reconhecimento, e depois voltar para chamar? - vá para 56;

- Decidem analisar um pouco melhor as paredes, atrás de mais pistas? - vá para 57;

- decidem se certificar de que não há ninguém observando vocês? - vá para 58;


Eu escolho...57


57
Carta: 6 de ouro
(Conclua a cena e acrescente uma Complicação)

Vocês continuam olhando às paredes da torre pelo lado de fora...
(teste para ver se encontram mais coisas. 1d20 = 15. Sucesso)
...quando encontram mais marcas de garras, bem como quase imperceptíveis escritas e frases, em algum idioma que você não conhece. De repente, vocês escutam um barulho, como de alguém se aproximando...
(teste para ver se conseguem se esconder. Sem bônus ou penalizações. 1d20 = 7. Sucesso )

pegas de surpresa, vocês tentam se esconder, esbarrando uma na outra e caido ao chão. Por sorte, vocês caíram em uma parte pouco iluminada, e conseguiram ficar quietas o suficiente para não despertar atenção. Vocês começam a escutar algumas vozes:
"Você deixou a porta aberta, Magricela! De novo!"
" Não deixei não, você é que foi o último a passar!"
"Agora tanto faz, vamos logo, temos só uma semana para terminar a poção e arrumar tudo..."

E logo as vozes param, como se tivessem entrado pela abertura. Olhando, vocês notam que a portinhola continua aberta. Eles esqueceram de fechar? Ou ´se trata de uma armadilha.

O que vocês querem fazer? Vocês...

- Decidem entrar assim mesmo, pois a curiosidade está grande demais? - Vá para 59;

- Decidem fechar a portinhola e chamar algum professor, ou mesmo o zelador? - vá para 60;

- Decidem deixar de lado essa entrada, e procurar a entrada "oficial" da torre? - vá para 61;

- Decidem voltar e contar o que ouviram para Thorson e Amanda? - vá para 62;

Eu escolho...


CONTINUA!




quarta-feira, 10 de abril de 2019

The Dungeons of Hogwarts - Harry Potter Gameplay - Parte 5

Bom, galera, continuamos de onde paramos...

Vamos lá então...




Você (Thorson Pockesmith, aluno do primeiro ano da Lufa lufa em Hogwarts) acorda logo cedo pela manhã. Demora um pouco para se lembrar das aventuras da noite passada. Enfim, você se lembra da estranha conversa da Professora Minerva com o Professor Flitwick, dos olhos lhe observando no corredor escuro, das vozes estranhas que conversavam, e por fim, do livro que lhe tentou enfeitiçar. Você olha para o lado, e o livro está ali, ainda coberto pela sua blusa, como forma de impedir que o encanto dele atue de alguma forma.
Você se veste rapidamente, pega seu material de aula, e parte para o salão Comunal, onde todos os dias antes das aulas começarem é servido o café da manhã. Você sempre se senta em uma mesa junto com suas 2 melhores amigas, Amanda Ceroullia, aluna da Corvinal, do segundo ano e integrante do time de quadribol de sua casa, e Josy Johanson, da sonserina. Josy fazia o estilo calada misteriosa, mas no fundo tinha um excelente coração, assim como amanda.
- O que acham de continuarmos a exploração das "dungeons de hogwarts" hoje depois das aulas? - perguntou Amanda, super animada, com a chegada de Thorson. Josy apenas sussurra algo, mas vocês sabem que ela gostou da ideia.
Você...

- Decide contar tudo sobre ontem a noite agora mesmo? - Vá para 31;
- Resolve guardar segredo até estarem nas dungeons de Hogwarts, por precaução? - Vá para 32;
- Primeiramente pergunta se houve algo no castelo, pois os alunos da Lufa Lufa estavam agitados ontem a noite? - Vá para 33;
- Pergunta para elas se elas souberam de algum ataque mágico, ligado as Artes das Trevas, que houve no castelo recentemente - Vá para 34

Eu escolho ...33

33
Carta: 2 de Paus
(resolva a cena e continue a história)

Amanda e Josy ouvem sua pergunta, mas dizem não saber de nada, ainda que tenham percebido o mesmo em suas respectivas casas. Alguns instantes depois, Katherine, um aluna da Lufa Lufa do 4° ano, a mesma que você viu lendo sozinha no salão comunal ontem, se aproxima.
- Não pude deixar de ouvir sua pergunta, Thorson - ela diz, se aproximando - você não soube? o professor Lisandry está desaparecido. Dizem que seu aposento no castelo foi encontrado todo revirado...e faz 3 dias que não aparece para dar aula. Perguntei para a porfessora Minerva, mas ela não confirmou nada. Mas o pessoal tem comentado...
Você para para refletir; será que esse novo fato de alguma forma está também relacionado com os últimos acontecimentos no corredor ontem a noite?
Katherine não faz menção de ir embora, e sua vontade de contar tudo para suas amigas só aumenta.
Você...

- Decide contar agora mesmo, inclusive para Katherine? - Vá para 35;
- Aguenta a ansiedade, e vai para a aula, deixando as revelações para depois? - vá para 36;
- Convida todas elas para uma busca pelo professor Lisandry, de Estudo dos Trouxas? - Vá para 37;
- Decide procurar a professora Minerva para contar o que houve? - Vá para 38;

Eu escolho...35

35
Carta: 3 de paus
( resolva a cena e continue a história)

Você decide contar tudo agora mesmo. Katherine fica muito interessada em sua história, fazendo várias perguntas, e antes que vocês pudessem perceber, estão contando para ela sobre a descoberta das masmorras embaixo do Castelo. Empolgadissima, Katherine diz:
- Talvez o professor esteja lá dentro! Precisamos procurar ali! posso ir com vocês? Diz que sim!
Vocês...

- Dizem que não, é um segredo que não deve ser partilhado? - Vá para 39;
- Aceitam a sugestão,e combinam de se encontrar na entrada da biblioteca depois das aulas? - Vá para o 40;
- Dizem que para se juntar ao grupo, Katherine deve passar no "ritual de iniciação"? - Vá para 41;
- Decidem que talvez não seja o melhor momento para explorar por aí? - Vá para 42

Eu escolho...41

41
Carta: 6 de paus
( encerre a cena e continua a jornada)

"OK" - diz Amanda -  Mas você vai ter que passar no teste para se juntar ao grupo! Vamos propor um desafio, e você vai ter até amanhã para fazer, ok?
Katherine (cujo sobrenome era Macmiller) realmente gostou da proposta, achando a coisa mais divertida do mundo!
- Eba! - exclamou.
"Bom, para entrar pro nosso grupo, você deve..."

- Entrar escondida no aposento do professor desaparecido Lisandry, para analisar a cena do crime? - Vá para o 43;
- Conseguir um autografo de um dos fantasmas do Castelo? - vá para 44;
- Conseguir alguma informação sobre o ataque que a professora Minerva falou com professor Flitwick? - Vá para 45;
- Desafia-la para uma partida de Xadrez de Bruxo? - Vá para 46;

Eu escolho...


CONTINUA...

terça-feira, 9 de abril de 2019

Entrevista com Tiago Junges sobre o Financiamento coletivo de RONIN

Bom, galera, eis que o Scorpions tocou "Winds of Change", e um novo tempo chegou para o RPG solo. Desde o dia 08 de abril foi aberto no Catarse o primeiro financiamento coletivo de um RPG solo, o grande RONIN.

Capitaneado pelo Tiago Junges, criador do Mighty Blade, Nébula, entre muitos outros, o projeto vem para inaugurar uma nova fase do RPG solo no nosso país: no mundo todo, tem ocorrido um crescimento dessa modalidade. Grandes produtoras de jogos tem se voltado para isso. Prova disso é que a própria White Wolf acaba de anunciar o financiamento do Vampire: Chapters, um board game com elementos de RPG que possui modalidade solo!

No Brasil, o jogo Movin'On acabou de soltar, como meta extendida, uma modalidad solo!

Antes de mais nada, segue aqui o link para apoiar o projeto: Ronin - Financiamento

O prazo para que quiser apoiar é até dia 07 de Junho (de 2019, caso voc~e esteja vendo isso no ano 2027)


Mais uma vez, o grande Tiago vem aqui nos contar um pouquinho sobre essa novidade!
Vamos lá então!
(e como sempre, sem edições!)


Olá, Tiago! Tudo bem contigo? Muito bom ter você mais uma vez aqui no nosso blog! Gostaria de conversar contigo sobre sua nova empreitada, o financiamento coletivo do RONIN, o primeiro financiamento de um RPG EXCLUSIVAMENTE solo em solo tupiniquim! Antes de tudo, gostaria de dizer que minha ansiedade foi a mil por conta desse financiamento, e considero um marco enorme dentro da história do RPG solo no nosso país!
Sinta-se livre para responder cada pergunta da forma que achar melhor!

Fala Tarcísio! Bom estar de volta aqui no dojo do RPG Solo!

1 – Bom, Tiago, antes de qualquer coisa, temos aí o Financiamento coletivo do seu RPG solo RONIN...Como você, o próprio autor, apresentaria esse jogo para alguém que ainda não tenha ouvido falar dele?

Ronin é um RPG solo, um jogo narrativo em que o jogador interpreta um andarilho em busca de redenção. A história toda vai se montando na sua frente e usando as tabelas você acaba até se surpreendendo. Algo que mesmo em RPG de mesa com bons mestres dificilmente acaba acontecendo. Ele tem uma rejogabilidade infinita, o que faz com que cada vez q você sentar para jogar Ronin vai presenciar uma nova temporada de um anime emocionante.


2- Você poderia nos contar quais jogos/ livros/ filmes serviram e servem de inspiração para o Ronin? O que te inspirou, e o que pode inspirar quem for jogar?

É inegável a influência do anime Rouroni Kenshin (Samurai X). Sem dúvida é a primeira e mais importante referência. Apesar disso, a história não acontece no Japão da Era Meiji, e sim em um Japão fictício e parecido com o inicio do período Sengoku, durante as guerras dos clãs de samurais. Esse seria o pano de fundo que permite os jogadores construírem o mundo do seu jogo durante a partida.


3- Ronin parte de um tema oriental, mais especificamente o Japão Feudal, uma época bem característica e única da história da humanidade. Você sempre se interessou por esse tema? Existe algum RPG que você goste que tenha essa temática?

O período Sengoku é incrível. Tem histórias e guerras épicas, e toda vez que leio mais sobre o assunto descubro histórias ainda mais interessantes. Sempre gostei de história, e japão sempre me intrigou. Joguei muito em Rokugan (cenário do RPG Legends of 5 Rings) tando com o sistema antigo como com o D&D3.0. Porém, sempre achei que a “salada oriental” do cenário acabava por desvalorizar elementos da cultura exclusivamente japonês. Em Ronin eu tentei preservar o japão (salvo alguns poucos elementos que me dei liberdade artística).


4- Você poderia comentar um pouquinho sobre as recompensas para quem apoiar o projeto?

Eu sempre gostei de financiamentos direto ao ponto. Nós estamos fazendo o livro impresso, então está aqui por 25 reais. Deixamos o frete grátis pois é sempre ruim para o financiador ter que se preocupar com isso. A alguns dias para abrir o financiamento, minha esposa, Aline, teve a ideia de colocarmos um diário personalizado. Se tratando de um RPG Solo achei que seria muito importante até para incentivar a escrita! Então colocamos um pacote mais alto para isso e incluiremos um poster bem massa do jogo.


5- E sobre metas expandidas, algum “spoiler” sobre o que podemos esperar?

Eu estou querendo evitar falar sobre isso. Quero esperar atingirmos a meta inicial. Mas não posso negar um pedido teu, sensei. Meu Spoiler será apenas o nome do suplemento que estou fazendo: Shinobi. Vocês não ouviram de mim isso!!
😉

6- Falando um pouco sobre o processo criativo, na criação do RONIN, o que veio primeiro: a ambientação o “clima”, ou as regras e mecânicas?

Brincando com as mecânicas de RPG Solo, acabei me lembrando de uma sessão de D&D oriental que narrei a uns... acho que 15 anos atrás (tudo isso?? To velho!). Foi aí que veio do além a ideia de fazer algo assim. Alguns minutos na internet e eu já estava incomodando minha esposa para assistirmos novamente todas as temperadas do Kenshin (ok, só as duas primeiras, sabemos que é só o q importa, neh?).


7- Esse não é o primeiro financiamento coletivo que você realiza, Tiago...poderia nos contar um pouco como foram a(s) outras(as) experiências?

Ah sim, já fiz 9 financiamentos coletivos ao todo. A maioria deu certo, mas tive alguns que não fecharam. No geral, fazer um financiamento é uma aposta de poker, e com o tempo tu vai aprendendo e ficando melhor no jogo. Mas ainda vai sempre depender de ter uma boa mão e saber quando apostar.


8- Há pouco tempo atrás, você publicou no site do Coisinha Verde um outro RPG solo fantástico, absurdamente bacana chamado “Diário do Caçador”...o que o levou a optar por lançar o financiamento coletivo do RONIN, e não do “Diário do Caçador”?

Ronin é um jogo mais leve que o Diário de Caçador. Além disso, Diário de Caçador foi construído para ser o que é. Não vejo como uma versão impressa seria melhor do que imprimir e encadernar pessoalmente. Especialmente porque no Diário do Caçador o monstro que tu caça pode ser diferente em casa jogo. É um jogo de exploração e descoberta. Mas... para não dizer que não pensei. Estamos com planos para lançar mais suplementos de forma gratuita em pdf em breve. Tudo depende do financiamento do Ronin agora.


9- O que você tem a dizer para o pessoal dentro da comunidade de jogadores que ainda tem algum receio ( ou preconceito) com relação ao RPG solo?

Eu escolhi o Ronin para o financiamento também porque ele apresenta o RPG Solo de forma mais direta. Ficando entre o Emulador e o Livro-Jogo (dois conceitos conhecidos pelo publico em geral), acho que Ronin será a melhor forma de trazer esse povo para cá!


10- Bom, Tiago, agora deixo o espaço livre para você falar o que quiser! Seja livre, cara!

Eu só tenho a agradecer por ti que está encabeçando essa modalidade do RPG com toda garra que ela merece. Ronin com certeza será um sucesso mas não por minha causa, e sim por toda a comunidade do RPG Solo brasileira que está a todo vapor mostrando que jogar sozinho é massa pra caralho!

Valeu MESMO por essa entrevista, Tiago! 

sexta-feira, 5 de abril de 2019

1° Torneio Fortaleza de Berdolock - CONVOCAÇÃO GERAL!

Galera, Eis que o momento chegou, e o impensável aconteceu: teremos um Torneio de um RPG Solo!

Para celebrar esse que foi o primeiro RPG solo/Dungeon Crawl oficialmente lançado por uma editora - Riachuelo Games, sendo criação do Antônio Marcelo e Jorge Bentes - no nosso país, em 1995, a Comunidade SOLO RPG está promovendo o Primeiro Torneio oficial do jogo.

Verdade é que o jogo é tão mortal, tão difícil, pouco balanceado, que é um feito homérico sobreviver quiçá 5 turnos vivo. É muito comum, inclusive, que seu personagem morra logo no primeiro turno, se os dados não lhe favorecerem!

Não é a toa que a Fortaleza de Berdolock tem sido chamada de "O Dark Souls" do RPG solo!

Considerando que o jogo só é "vencido" quando o personagem sobrevive 30 turnos, na realidade o que temos que a Fortaleza de Berdolck é muito mais um teste para ver até onde você consegue ir do que qualquer outra coisa!

(jogando uma média de 4 vezes por semana, eu levei 6 meses para conseguir realizar esse feito!)



PROPOSTA

Ver quem chega mais longe pela Fortaleza, usando APENAS as regras originais (nenhum suplemento pode ser utilizado, nem mesmo Os Pergaminhos Perdidos de Berdolock - tomo 1! Só as regras básicas mesmo!). Caso você não tenha essa versão inicial,

 pode baixar aqui: Fortaleza de Berdolock original

REGRAS

 Quem quiser participar, tem até o dia 12 - Sexta feira que vem - para jogar até 5 PARTIDAS DA FORTALEZA. APENAS 5. Valerá o melhor resultado, ou seja, contará a partida onde você tiver conseguido avançar mais turnos!
Só pode jogar 5 vezes até lá, no máximo, hein?!

Nada impede que você jogue MENOS que 5 vezes; continuará valendo o resultado mais elevado na contagem dos turnos.

Lógicamente, contamos com a sinceridade e honestidade de todos...confiaremos 100% na sua palavra, e NENHUMA prova será exigida! Se trapacear, o próprio mago/necromante/cientista Berdolock lançará uma maldição em vocês!

Premiação

O vencedor ganhará o desejo de, se QUISER, entrar como co-autor de uma nova expansão não-oficial para o jogo! o tema dessa expansão será decidido e debatido posteriormente!

É isso!  Quem quiser se inscrever, entre para nossa comunidade no facebook, e procure lá o post de inscrição! Eis aqui o link da comunidade: Comunidade SOLO RPG

Mais informações

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Entrevista com o desenhista/quadrinista Alex Genaro

Bom, galera, como sempre falo, entre as paixões da minha vida, logo ali no topo, estão as histórias em quadrinhos, principalmente a parte gráfica/visual das mesmas.

É com grande alegria que apresento essa entrevista com o artista Alex Genaro, que não é apenas um dos meus desenhistas favoritos, como também esteve por trás da equipe criativa dos meus 2 jogos de RPG nacionais favoritos de todos os tempos, o "Maytreia" e o "Rebelião: Ascensão e Queda" (com seus sistemas originais...mas também curto muito a versão Daemon!).

Um verdadeiro guerreiro que está há mais de 20 anos batalhando dentro do mercado de hqs nacional.
É com enorme prazer então que apresento essa entrevista, espero muito que curtam.

Minha admiração pelo cara, que já era enorme, ficou ainda maior!







Olá, Alex. Primeiramente gostaria de dizer que fico muito feliz que você tenha essa disponibilidade de responder minhas questões! 

Aqui estão as perguntas:

1)         Como foi que começou o seu envolvimento com o mundo dos Quadrinhos? E há quanto tempo você está envolvido com esse universo?

Em primeiro agradeço a oportunidade, precisamos cada vez mais de veículos que divulguem a produção cultural de seus estados, esse trabalho é tão importante quanto o nosso, parabéns pela iniciativa.
Eu desenho desde pequeno e leio quadrinhos desde muito cedo, fui praticamente alfabetizado com eles. Depois de conhecer alguns quadrinhos de super-heróis (Super-Homem e Homem-Aranha pra ser mais específico.) comecei a ter mais interesse pelo desenho de quadrinhos, mas foi com a Espada Selvagem de Conan e suas ilustrações que tive vontade de investir a fazer hqs.  Já se vão aí uns 40 anos, mas profissionalmente estou batalhando no mercado a uns 20 anos.


2)         Essa segunda questão acredito ser diretamente ligada à primeira...quais quadrinhos te despertaram o desejo de também criar esse tipo de arte?

Como eu disse a cima, as histórias do Conan chamaram mais a minha atenção de início, sempre gostei  de histórias de terror e aventura, uma que também influencio muito na escolha de fazer quadrinho foi a Calafrio, foi nela que descobri que era possível fazer esse tipo de trabalho no Brasil.



3)         Analisando suas próprias criações, quem você diria que são suas inspirações e influências?

John Buscema, Jordi Bernet, Mozart Couto foram os caras me fisgaram no começo, mas depois disso vi muita coisa e hoje tem vários, seria difícil listar, gosto bastante do Erik Larsen e do Mark Silvestri (eu meio que comecei a estudar quadrinhos nos anos 90) mas tem muita gente boa hoje em dia, o Danilo Beyruth, Ivan Reis e o Roger Cruz são bons exemplos.


4)         Você estudou formalmente em escolas de arte sequencial, fez cursos? Pergunto isso por que acompanho o mundo dos quadrinhos e sei que as formações são as mais variadas possíveis, indo desde o mais formal ao mais autodidata possível...

Eu estudei desenho e ilustração em cursos (Senac e SBBA) não tinham muitos cursos de quadrinhos nos anos 90, acabei fazendo um no Largo do Machado com um cara chamado Charles Bertho aprendi bastante por lá e fiz grandes amizades também. Mas a parte digital (pintura e editoração) foi sozinho mesmo.



5)         Você poderia fazer um resumo dos seus trabalhos? Podem ser materiais publicados, coletâneas, cursos ministrados, painéis, participação em eventos...quero saber tudo, na verdade!

Bom, além das palestras e oficinas pela Capa Comics, já colaborei com a Ediouro naquelas revistas Coquetel, já publiquei por algumas editoras (Peirópolis, Draco e a Clepsira) e de forma independente eu colaboro com alguns amigos, faço a colorização da HQ “Gladiadores” do Henrique Kifer e já fiz algumas capas também para a HQ “Causos” do Eberton Ferreira. Trabalho também para algumas editoras independentes estrangeiras.


6)         Em quais projetos você está trabalhando atualmente? Poderia nos contar algo sobre eles?

Atualmente eu estou fechando o terceiro álbum da Valkíria e fazendo as cores do “Gladiadores” do Henrique Kifer, nos intervalos eu adianto um pouco do Detrito que ano que vem deve ganhar um álbum. Além da adaptação de um livro.


7)         Como você vê o mercado do quadrinho nacional? Está em crescimento? É promissor? É muito diferente do que era 10, 20 anos atrás?

O mercado de hoje é com certeza melhor do que o de 20 anos atrás, mas ainda temos muito caminho pela frente, acredito que o público de hoje já se permite experimentar coisas novas, e isso pra quem produz material de forma independente é crucial, conquistar o leitor ainda é um “trabalho de formiga” como dizem.


8)        Você tem desejo ou interesse de trabalhar para alguma empresa do exterior, ou sua militância é mesmo pelo quadrinho genuinamente nacional?

Eu gostaria muito de trabalhar só para o mercado interno brasileiro, mas ainda preciso fazer trabalhos para o exterior para colocar o pão na mesa, atualmente é o que está me dando esse sustento. Mas incentivo como posso os amigos produtores e sempre terei o quadrinhos nacional como bandeira.


9)         Eu sei que você também já produziu alguns materiais importantes dentro do RPG – é um dos criadores dos jogos “Maytreia” e “Rebelião: Ascensão e Queda” (que por sinal são meus 2 RPGs nacionais favoritos de todos os tempos, e tenho mesas tanto de um quanto de outro até o presente momento!)...quais as principais diferenças entre contar uma história utilizando a arte sequencial, e contar uma história através do RPG?

O Meu envolvimento com o Maytréia e Rebelião é mais na parte visual, não existe tanta diferença pois estamos lidando com a parte criativa da mesma forma, a diferença é que no Rpg você tem que dar uma ideia inicial para o jogador, é só um “start” para ele poder viajar na história e na criação do jogo. É bacana ver as pessoas criando em cima do que você iniciou.


10)       Aqui o espaço está aberto para você divulgar qualquer contato, site, ponto de encontro, onde as pessoas que lerem essa entrevista possam encontrar seu trabalho e quem sabe trocar uma ideia contigo!

Eu faço atualmente a webcomic “Valkíria” que é publicada no site do Petisco e atuo no coletivo da Capa Comics dando oficinais. Mas também estou pelo Facebook e pelo Instagram fiquem a vontade para fazer contato.


11)       Que conselho você daria para alguém que esteja pensando em começar a produzir quadrinhos em terras tupiniquins?

“Estude para ser engenheiro!” risos

Brincadeiras a parte, acho que o principal é o foco e saber se realmente é isso que você quer fazer, você pode começar como uma atividade paralela e ir caminhando aos poucos, vai ter muita lenha pra queimar, muitos contratempos, enfim... Não é fácil, mas é gratificante ver seu trabalho impresso.


12)       Se você tivesse que escolher apenas 1 de seus trabalhos para apresentar à alguém que não lhe conheça ainda, qual seria?

Acho que Valkíria é o que eu faço mais descompromissado, eu me divirto fazendo, Detrito também tem a mesma vibe, acho que esses dois.


13)       É isso, Alex! Me desculpe se algumas perguntas parecerem amadoras ou mesmo impertinentes (sou formado em música, na verdade!kkkkkk). Mas são feitas com muito carinho, por alguém que há muito tempo vem acompanhando e admirando seu trabalho.

Tranquilo eu é que agradeço, precisamos dessa divulgação e esse trabalho que você faz é essêncial.

Um super abraço!

quarta-feira, 3 de abril de 2019

The Dungeons of Hogwarts - Harry Potter Gameplay - Parte 4

E continuamos a saga exatamente do lugar onde paramos...

Recapitulando:

Você (O aluno Thorson Pockesmith) está frente à um livro misterioso, após resistir a um encantamento do proprio tomo, em meio a um corredor escuro e misterioso do castelo de Hogwarts...





24

Você se pergunta o que deveria fazer com esse livro. Ele acaba de tentar enfeitiçar você. Minutos atrás, você ouviu a professora Minerva conversar com o professor Flitwick sobre um encantamento das trevas que havia atingido algumas pessoas dentro da escola...teria a ver com esse livro?
Em meio a esses pensamentos, você...

- Irá tentar pegar o livro, utilizando sua blusa como proteção, evitando tocar diretamente nele? - Vá para 25;

- Irá deixar o livro ali mesmo, sem tentar nada, e irá para o salão comunal da Lufa Lufa? - Vá para 26;

- Irá procurar o zelador Filch para averiguar o objeto? - Vá para 27;

- Irá criar coragem e continuar explorando o corredor escuro em que se encontra? - vá para 28;

Eu escolho...25


25

Carta: 3 de ouro
(Conclua a cena e acrescente uma ...Complicação)

Você tira sua blusa, ficando apenas com a camisa com o simbolo de sua casa. Não está particularmente frio essa noite. Se aproxima do livro cautelosamente, e quando está bem perto, joga a blusa sobre o tomo. Se aproximando, você embrulha cuidadosamente o livro com o pano. Aparentemente, nada acontece. Você consegue pegar o livro, quando de repente vozes sussurradas chegam até você, vindo de algum lugar próximo. Interrpompendo o feitço lumos imediatamente, tudo é escuro. Você não sabe de onde vem o som, mas consegue ouvir o que dizem...
"Precisamos achar o artefato antes da lua cheia, Magricela"
"O ritual precisa ser concluído"
"Ainda não encontramos a vitima perfeita"

Você identifica ao menos 3 vozes distintas, sendo 2 aparentemente masculinas, e uma mais aguda, de garota. Apesar de conseguir ouvir os sussurros de forma clara, mas não conseguia precisar de onde eles vinham... o que eles significariam?
Por fim, você:

- Decide investigar a possível origem dos sussurros? - vá para 26;

- irá falar alguma coisa disfarçando a voz, a fim de se passar por um fantasma, e assustar quem quer que esteja ali? - Vá para 27;

- Irá correr loucamente até a segurança do salão comunal? - vá para 28;

- irá gritar pelo zelador Filch, a plenos pulmões? - Vá para 29;

Eu escolho...29


29
Carta: Reis de paus
(Eu poderia acabar a história agora mesmo...mas prefiro continuar, resolvendo a cena e dando continuidade)

Sem pensar duas vezes, você grita bem alto: "Zelador! Zelador Filch!"

Você consegue ouvir o som de passos apressados, correrias...quem quer que fosse , e o que quer que quisessem, se assustaram e sairam apressados. Em menos de um minuto, o zelador Filch e a madme Nora estão ali, irritados. Ele a principio desconfia da sua história, mas a sua insistencia de que era um aluno novo que se perdeu entre os corredores do castelo pareceu ser convincente até para as suspeitas que ele tinha!
Após averiguar todo o cenário, ele conclui que não há nada ali. Com um ar incrivelmente irritado, ele guia você - de forma rude - até a entrada do salão comunal da Lufa Lufa, sem em nenhum momento questionar o volume que você trazia embaixo do braço.

Finalmente, sem muito mais alternativas, você retorna para dentro do aconchegante local, cheio de questionamentos...
"Que livro é esse?"
"Que criatura me observou dentro do corredor?"
"Que feitiço é esse que tem preocupado até mesmo os professores?"
"Que vozes eram aquelas?"

E assim, com a cabeça cheia de dúvidas, você se dirige até sua cama, pensando nas proximas aventuras que viriam...

terça-feira, 2 de abril de 2019

The Dungeons of Hogwarts - Harry Potter Gameplay - Parte 3


Bom, galera, a aventura segue exatamente onde terminou na parte 2...
link da parte 2 aqui: The Dungeons of Hogwarts - Harry Potter Gameplay - P
Olhando para todas as direções, Thorson opta seguir para...17

17

Carta: 5 de ouro
 (Resolva a cena e continue a história)
Além disso, acrescente uma...Complicação ou perigo..

Você (Thorson) segue por aquele corredor lateral de pedras úmidas, iluminado apenas por tochas de luzes amareladas, fracas. Alguma coisa ali parece lhe chamar...você sente uma curiosidade enorme, e simplesmente não consegue parar. De repente, sem aviso, 2 luzes brilham adiante, na escuridão, e você tem quase certeza de que eram olhos! Ao mesmo tempo, começa a escutar um som indefinido, que parece ser uma respiração. Os "olhos" encaram você por mais alguns instantes, e depois desaparecem na escuridão. Nesse exato momento, uma lufada de vento vinda sabe-se lá de onde apaga de uma unica vez todas as tochas, e você se vê na mais completa escuridão. Você...

- Irá tentar realizar o Feitiço Lumos, que viu alguns alunos mais velhos fazendo e que não lhe pareceu dificil? - vá para 18

- Irá ser cauteloso, e voltar para a sala comunal da Lufa-lufa, de onde não deveria ter saído? - Vá para 19;

- Irá seguir em frente, afinal, foi justamente para isso que você veio por esse corredor? - Vá para o 20;

- Irá procurar alguma porta lateral ou quem sabe mesmo uma passagem secreta nas paredes próximas á você? - Vá para 21;

Eu escolho...18

18

(Além da carta, preciso fazer um Teste de Magia para ver se meu feitiço funcionará)
Jogo 1d20 + Nivel de Magia: 9. Sucesso Marginal. Eu consigo realizar o feitiço, ainda que não seja tão forte.
Carta: 5 de paus

(Conclua a cena e continue a história)

Você agora consegue ver claramente pelo menos na área imediatamente próxima ao seu corpo. Não há mais nenhum sinal daqueles olhos lhe encarando, nem som algum, e você se pergunta se não foi apenas sua fértil imaginação pregando peças em você.
Você queria realmente que suas amigas Josy e Amanda estivessem aqui com você! Desde que acharam a passagem secreta em um dos pátios do castelo e na biblioteca, e descobriram aquele local incrível - que você, inspirado por um antigo jogo que seus pais nerds jogavam - batizou os corredores subterrâneos de "As Dungeons d Hogwarts", você se pergunta se não haverão outras passagens para lá, ou quem sabe mesmo um outro lugar.
Quando seus pensamentos param de voar, você decide então:

- Irá ser cauteloso, e voltar para a sala comunal da Lufa-lufa, de onde não deveria ter saído, e dormir?  Vá para 19;

- Irá seguir em frente, afinal, foi justamente para isso que você veio por esse corredor? - Vá para o 20;

- Irá procurar alguma porta lateral ou quem sabe mesmo uma passagem secreta nas paredes próximas á você? - Vá para 21;

- Irá procurar a professora Macgonagall ou o professor Flitwick, e contar sobre os olhos encarando você na escuridão? - Vá para 22


Eu escolho...19

19
Carta: 7 de copas
(Conclua a cena e acrescente uma...Pista)

Você acredita que será realmente perigoso e sem sentido explorar um corredor desconhecido a noite em Hogwarts. Poderia ser pego pelo zelador Filch, que adorava colocar alunos em apuros. Assim, você resolve voltar para o salão comunal de sua casa - Lufa Lufa - a fim de dormir e se preparar para as aulas do dia seguinte, que prometiam ser bem legais.
Assim que você se vira, no entanto, vê caído no chão algo que até então não havia visto, ou provavelmente não estava lá: um grande livro velho, com capa escura de couro batido.
Você:

- Irá pegar o livro em suas mãos, para ver mais atentamente? - Vá para 23;

- Irá apenas observar de perto o livro, sem colocar as mãos? - Vá para 24;

- Irá deixar o livro exatamente onde está, a fim de evitar problemas? - Vá para 25;

- Irá perguntar "tem alguem aí?", uma vez que com certeza alguém acaba de colocar o livro ali, naquele local? - Vá para 26;

Eu escolho ...24


24
Carta: 6 de copas
( Conclua a cena e acrescente um...perigo!

Você se aproxima do livro, que jáz fechado, caído junto ao chão. No começo, parece ser apenas mais um livro comum...mas agora chegando perto você vê que a capa na verdade apresenta alguns relevos, que mudavam de tempos em tempos.
A movimentação das figuras é fascinante, e logo Thorson descobre que não consegue tirar os olhos daquilo...na verdade, Thorson cada vez mais sente a presença de alguma magia naquele livro.


(agora Thorson deve fazer um teste para resistir ao feitiço do livro)
Rola 1d20 + 1: 17! Ele consegue se afastar do livro.
Definitivamente, não se trata de um livro comum!

E Thorson agora, já livre da influência da magia do livro, começa a pensar.:

"E agora, o que eu faço com isto?"

Continua...

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Aquisições: Lost in The Fantasy World!

Olá, pessoal!

Essa resenha vai parecer ter sido feita às pressas, e isso provavelmente porque foi mesmo!
É que exatamente hoje, dia 1 de abril de 2019,  estreou no Dungeonist o jogo "Lost in The Fantasy World" , do Diogo Nogueira, um dos mais produtivos game designers brasileiros, tendo grande reconhecimento não apenas aqui, mas também no exterior, onde seus jogos são bem conhecidos dentro da comunidade OSR.


Pois bem, uma vez que adquiri o livreto - são apenas 2 páginas A4 , decidi fazer uma mini resenha dele, que me impressionou grandemente, tamanha qualidade e nostalgia que me provocou.
Pois bem, vamos lá então!

O que é o "Lost in The Fantasy World" RPG?

Bom, o jeito mais fácil de explicar é dizendo que é um RPG inspirado no antigo desenho Caverna do Dragão!
Sim, isso mesmo!
Tudo aqui é feito para simular aquele tipo de aventura. Você interpretará alguém que foi magicamente transportado para um mundo medieval de fantasia, magia e aventura. Munido de um artefato místico, sua missão é encontrar o caminho de volta!
Acho que "As Crônicas de Nárnia" também se enquadram mais ou menos dentro desse conceito.


Bom, essa é a proposta do jogo. Ele consegue passar aquilo a que se propõe?

Resposta: com certeza!!!

As regras

A criação de personagem é bem simples e rápida. Cada personagem possui um nome, um Conceito, 4 "traits" - que seriam 4 características que definem habilidades ou vantagens que o herói possui, e 1 artefato.
Leva menos de 5 minutinhos pra criar um personagem, o que particularmente apoio demais!
(Tenho sérios problemas com criação de personagem longas...não curto MESMO!)

A mecânica básica do jogo é o "Resolution Roll". O herói rola um D6, acrescentando qualquer vantagem que seus traits e posses lhe dêem. O Mentor (o Mestre) faz o mesmo. Quem tirar o maior valor tem o direito de narrar o que acontece. Em caso de empate, ambos devem juntos decidir a sequência da cena.
O combate é uma variação dessa regra, com algumas peculiaridades e acréscimos.
Até poderia comentar mais sobre as regras, mas o PDF é tão curtinho que temo ficar maior que o próprio jogo! Então, vá lá e adquira o seu!

Por que é bom?

Primeiramente, por conta de uma coisa: Caverna do Dragão!
(Sim, eu sei que o nome é Dungeons and Dragons...mas  " Caverna do Dragão" soa realmente nostálgico)

Acredito sim que esse famoso desenho soube captar toda a aura e a magia dos RPGS Old School.

Mas muito mais que isso, o jogo do Diogo Nogueira consegue fazer muito em bem pouco espaço. Em apenas duas páginas A4 ( mas não se engane, o material é para ser dobrado na forma de um livreto/folheto, de 6 páginas) temos um jogo bem completo, que consegue ser extremamente "Old School" mesmo apresentando mecânicas totalmente "indie".
Outro aspecto muito massa é que o jogo foi publicado sob uma licença que permite que se crie material a partir dele (essa licença não vale somente para as ilustrações).

Pontos Negativos

Sem pontos negativos. Simples assim!

Talvez o único senão seja o fato de não termos ainda uma versão em português. Mas como eu sempre digo, muito mais que um defeito, que isso sirva de incentivo aos rpgistas brasileiros para se aprofundar no idioma, uma vez que o domínio da língua inglesa abre um mundo de possibilidades!

domingo, 31 de março de 2019

A abordagem/técnica do Slowplay no RPG solo


Galera, tudo joia?

Hoje venho aqui apresentar um conceito que se desenvolve muito dentro do RPG solo, e que tenho certeza muitos de nossos membros realizam, ainda que poucas pessoas conheçam por esse nome; falo, logicamente, do conceito de “Slowplay”.

“Mas, Tarcisio...o que diabos é o “Slowplay”?




“Slowplay”, também conhecido como “Quiet Roleplaying” é quando o foco de uma cena, parte de uma aventura ou mesmo campanhas inteiras passam a se concentrar mais em ambientes, descrições de lugares, histórias simples contadas entre PCs e NPCs, “passeios” pela cidade, contemplação de lugares, florestas, estradas, cidades...deixa-se de lado o ritmo vertiginoso que geralmente se vê nos RPGs, e passa-se a “aproveitar” a viagem, as paisagens, as vistas...um exemplo de slowplay seria uma sessão inteira com os personagens em volta de uma fogueira, apenas contando histórias.

Ao meu ver, é bemmmm difícil fazer isso com um grupo – à menos que sejam jogadores experientes e maduros. Do contrário, creio que a maioria, julgando pela minha experiência como mestre nos últimos 20 anos, não tem muita paciência para vagar pelas ruas de uma cidade com seus personagens em uma tarde ensolarada, apreciando o brilho do sol nas torres de Marfim e as historias do povo nas ruas. Ou o personagem subir uma colina e apreciar atentamente a vista que se afigura embaixo.

Tudo isso é Slowplay!

Pequenas missões também se enquadram no slowplay. Invés de ir ao covil do Dragão, os personagens podem aproveitar o jantar oferecido pelo lorde da cidade, que os convidou após ouvir as historias sobre eles. Ou uma visita a uma taverna comum, dessas que recebem apenas pessoas comum, camponeses, e não heróis e aventureiros.

Tudo slowplay!



Nada contra as aventuras aceleradas, os dungeon crawls – que é meu estilo de jogo favorito!
Mas dentro do RPG solo temos essa enorme liberdade de explorar cada canto de um cenário, cada vista, cada paisagem, de uma forma que, em 95% dos grupos, seria impossível (aceito contestações dessas estatísticas!)

O poder do Oráculo!

No “slowplay”, o oraculo – a ferramenta analógica que usamos para responder perguntas, especialmente as de “sim” e “não”- vira um instrumento poderosíssimo!

No Slowplay não precisams ter medo de realizar muitas perguntas; na verdade, nesse tipo de proposta, quanto mais perguntas você fizer, mais detalhes e coloridos sua aventura e seu cenário terá. É possível rolar cenas inteiras inclusive sem nenhum personagem ativo, se concentrando apenas em elementos de cenário e de narrativa.

Exemplos de perguntas:

“Há torres no centro dessa vila?”
“São torres de marfim?”
“As pessoas parecem perceber a beleza das torres?”
“Existe um jardim próximo?”
“Existem artistas de rua por ali?”
“O chão está molhado de orvalho da noite?”
“Se escuta musica pelo ar?”
“Há crianças brincando?”



E a lista é infinita. Cada resposta pode ser desenvolvida, ampliada pela interpretação, lógica e contexto.

O slowplay pode ser apenas um breve momento dentro de uma campanha épica. Logo tudo pode voltar ao ritmo normal.
Ou pode ser assim a campanha toda, criando um mundo absurdamente rico em detalhes, onde cada um deles parece transpirar uma história.

Acredito que o conceito de slowplay seja um desdobramento do conceito de Sideplay, que já tratei em um dos meus vídeos no youtube.

Enfim, são opções!

Espero ter ajudado de alguma forma!

Esse texto e essa reflexão foi fortemente influenciado pelo artigo “Quiet Roleplaying”, do site Trollish Delver, do Scott Malthouse, criador do QUILL e meu game designer favorito.
Segue link para esse artigo:Artigo do Trolish Delver

O CANSAÇO e a ESTAFA no meio do RPG - Breve Reflexão

 Olá, pessoal, tudo jóinha com vocês? Depois de um longo inverno nesse blog, venho aqui falar um pouquinho sobre um fenômeno muito recorrent...