domingo, 25 de agosto de 2019

Choice of The Dragon, um bom CYOA gratuito para celular

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?

Hoje retorno com a seção do nosso blog onde dou  dicas e faço rapidíssima  análises de jogos estilo "Choose your own Adventure", os famosos livros jogos, mas que foram feitos especialmente para celular.

Indico aqui apenas os jogos que eu joguei é que tenha gostado, e acima de tudo, que sejam GRATUITOS ( ou que ao menos uma parte do jogo seja!)
O jogo de hoje é uma grande surpresa, definitivamente um dos melhores que já encontrei....



A Escolha do Dragão




O jogo foi criado por Dan Fabulich e Adam Strong-Morse, da Choice of Games LLC, e tem uma proposta simples: trata-se de uma história de fantasia medieval clássica e simples, com todos os clichês que tanto amamos nesse tipo de Aventura...com a diferença que você interpreta o Dragão da história.
E não é um dragão amigo da garotada não, e sim um dragão clássico que só quer saber de acumular tesouros, devorar camponeses, dizimar grupos de aventureiros, raptar princesas e tacar o terror em tudo!

Pontos positivos

O que mais chama a atenção é que se trata de um jogo escrito de forma super bem humorada, com algumas passagens quase hilárias, sem contudo perder o clima de fantasia e Aventura. Sério, é impressionante a forma como o autor soube dosar no texto essas características.
Outro ponto super positivo é a história em si, que pega todos os pontos comuns do gênero e os dispõe de forma super atrativa, agradável, é que gera a vontade de continuar.
E por último, uma vez que jogo muitas histórias interativas pelo celular, percebo que existe a tendência desses jogos serem mais sobre a história em si do que sobre o personagem; aqui não...tudo é sobre "ser um dragão".

Pontos negativos

Cito apenas o fato da história ser toda em inglês, e exigir um nível de fluência alto para ser plenamente aproveitado.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

A Biblioteca Seráfica - Mais Shadowlands no Blog!

Galera, uma rápida aventura solo esses dias na minha campanha  de Mighty Blade nas Shadowlands me presenteou com mais esse cenário, uma biblioteca sombria e misteriosa perdida nos Vales da Aurora, sendo talvez o único lugar do mundo todo das Shadowlands a ter registros do mundo antes do grande cataclismo que lançou tudo na escuridão.

O caminho para a Biblioteca Seráfica



Ninguém sabe ao certo onde fica a Biblioteca. Sabe-se que alguns Membros da Fortaleza das Estacas, uma ordem quase militar de Lobisomens que vivem nos Pântanos Fétidos, empreendem longas buscas para encontrá-la, muitas vezes atrás de um único pergaminho, ou uma única frase de algum tomo.
Verdade é que é impossivel encontrar o caminho para a Biblioteca. O que é preciso fazer é encontrar a Mulher Velha.
A Mulher Velha é uma senhora em roupas elegantes e novas que vaga pelas terras sombrias. Ela não possui o dom da fala, e ninguem faz a menor ideia de quem ela seja de fato.
Alguns dizem ser uma bruxa, outros dizem ser uma vampira, muitos dizem ser um espectro amargurado, e outros atestam ser a propria manifestação da Biblioteca.

Qual seria a verdade?


Apenas a Mulher Velha sabe o caminho, e ela cobrará um preço alto, que nunca será dinheiro, joias ou bens materiais.
Será algo bem mais precioso, e do qual você nunca poderá revelar a ninguém, sob pena de sofrer uma maldição terrível caso revele a alguém.

A Mulher Velha conduzirá aqueles que aceitarem o acordo até a Biblioteca, um prédio enegrecido de arquitetura gótica.
Não há bibliotecários na Biblioteca Seráfica. No entanto, os corredores e salas sempre estarão limpos e arrumados, e os livros e pergaminhos em suas respectivas estantes.
Lá dentro, reina a escuridão, e apenas uma tocha ou lampião pode auxiliar na leitura.
Não se sabe por que do nome "Seráfica", e verdade é que ninguém se lembra de ter existido tal biblioteca ANTES do grande cataclismo.

Teorias e Rumores

- A Biblioteca existe em duas dimensões simultaneamente - o inferno, sua dimensão original, e aqui, nas Shadowlands;
- Existe uma série de corredores subterrâneos que se estendem por centenas de quilometros, ligando a Fortaleza das Estacas, o o Castelo do Lorde Vampiro;
- Só se pode pegar o livro ou pergaminho que motivou sua busca e ida até lá. Tentar ler qualquer outra coisa lá conduz a loucura e morte;
- O nome "Seráfica" faz referencia aos verdadeiros donos da Biblioteca, anjos caidos de grande maldade e poder;
- Realmente a Biblioteca é governada por anjos, o que prova que o grande cataclismo destruiu também os reinos celestiais, sendo esses anjos os unicos sobreviventes do Céu verdadeiro;


Continua...

Entrevista com Aline Rebelo, sobre AMIGO DRAGÃO!


Bom, galera,  muito provavelmente todos já conhecem o projeto AMIGO DRAGÃO, um RPG solo feito especialmente para crianças e jovens que se encontram dentro do espectro autista, ou que tenham problemas de interação social (além de ser um excelente jogo para todo mundo , de qualquer idade!).
Nesse exato momento, dia 22 de agosto, 15° dia de campanha, o projeto já bateu a meta inicial, tendo arrecadado 126% do seu valor total. 
Um sucesso estrondoso!
A entrevista abaixo vai soar um pouco "defasada", pois quando ela foi feita, o projeto ainda não havia batido sua meta inicial. E digo: nunca uma defasagem foi tão bem vinda!
Sem muitas enrolações, conversei um pouquinho com a Aline Rebelo, que conta um pouco mais sobre esse projeto incrível!

Como sempre, sem cortes ou edições!

1-Como surgiu a ideia de criarem um jogo como esse? Como foi o desenvolvimento do projeto da ideia até o financiamento?
 Assim que soubemos que a Emma estava no espectro autista nós largamos em disparada para ajudar nossa pequena, e em nossos estudos e pesquisas vimos que o RPG (que é um jogo maravilhoso) ainda possui pouco material voltado para pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e logo pensamos: Vamos fazer um!
Para desenvolver ele nós pensamos muito em como o RPG poderia de fato ajudar autistas, afinal cada um se encaixa de forma diferente dentro do espectro, mas todos tem uma dificuldade em comum que são as habilidades socias e partindo dai surgiu o “Amigo Dragão”.
O projeto esta sendo pensado cuidadosamente em cada detalhe. O Tiago na parte do game design, eu na parte criativa e narrativa e o Bruno Junges (irmão do Tiago) na ilustração, que aliás, ficou sensacional.

2-O jogo surgiu da própria experiência de vocês com a sua filhinha Emma – que aliás, é linda, fofíssima demais, gente de Deus! – vocês poderiam nos contar um pouco quais os desafios de crianças e pais, em nosso país, relacionados à criação, educação , crescimento, oportunidades e ajuda nessa questão do espectro autista?
Sou suspeita para falar né, mas a Emma é linda mesmo e além de tudo uma criança incrível!
O Autismo é uma condição complexa e que começou de fato a ser estudada e tratada de forma adequada a pouquíssimo tempo. Aqui no Brasil as terapias não são acessíveis são praticamente um luxo, planos de saúde muitas vezes não cobrem os tratamentos e ONGs e APAES são muito disputadas o que leva o tratamento ser de difícil acesso.
Escolas em sua grande maioria estão despreparadas para receber essas crianças.
Criar uma criança com uma condição especial exige que um cuidador esteja disponível em tempo integral para levar em terapias o que compromete a renda da família. E os auxílios para autistas também não são fáceis de conseguir, vejo muitas famílias que estão a muitos anos tentando sem sucesso.
Infelizmente é um cenário bem nebuloso mas que acredito que vai mudar.

3-Nesse exato momento em que escrevo essas questões, o Amigo Dragão está com 41% das metas atingidas..(correção/atualização: as metas já foram batidas, e o projeto já arrecadou 126% do seu valor inicial, e ainda faltam 45 dias de campanha).e é apenas o começo do segundo dia! Acho que isso por si só deixa claro como projetos assim são necessários, não acham?
Extremamente necessários!
Eu tenho uma prima autista que até o diagnóstico da Emma eu descobri que não sabia absolutamente nada sobre autismo, pessoas que possuem qualquer condição e que foge ao que é considerado “normal”, são isoladas e sofrem com discriminação por pura falta de informação.
Projetos assim dão visibilidade e mostram por exemplo que autista é capaz de tudo inclusive jogar RPG!


4-Como estão sendo os playtests de amigo Dragão? A Emma tem participado com vocês?
Os playtests estão sendo feitos por nós e crianças da nossa família. Uma delas tem TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e foi sensacional, prendeu muito a atenção dela e a resposta foi muito positiva.
Assim que tivermos a versão final vamos disponibilizar para terapeutas e professores jogarem com crianças com TEA.
Emma participa fazendo arteirices na volta. hehehe
Ela tem 2 anos meio e não fala ainda mas logo ela vai jogar!

5-Vocês pretendem , caso as metas sejam superadas e o projeto arrecade o suficiente (e não há duvidas quanto a isso), enviar copias para instituições e ONGs que trabalhem questões abordadas pelo jogo. VoCês sabem se algo do tipo de “Amigo Dragão” já foi aplicado dentro desses espaços/ambientes?
Sim, assim que atingir a meta para cada livro vendido um será doado para intuições, clinicas e ONGs.

Não sabemos de nada igual ao “Amigo Dragão”. Inclusive quando falamos do projeto para a terapeuta da Emma ela ficou empolgadíssima e nos orientou em relação as habilidades sociais, flexibilidade cognitiva e memória de trabalho e ficamos extremamente felizes pois já estávamos nesse caminho. 

6- Que projeto maravilhoso! Todo mundo que entra em contato se encanta! Com certeza será financiado, a julgar pelos primeiríssimos resultados. Quais os planos depois que a meta for batida?
É realmente um projeto maravilhoso e cheio de significados, confesso que me emociono demais cada vez que trabalhamos nele.
Assim que atingirmos a meta, além de doar um livro para cada um que for vendido vamos começar a planejar uma expansão pois estamos cheios de ideias para o “Amigo Dragão” e que se tudo der certo podemos produzir ele nesse financiamento que esta em andamento.

7- O projeto é diferenciado por vários motivos...por poder ser utilizado como uma ferramenta pedagógica, por focar jovens e crianças com dificuldades de interação social ou dentro do espectro autista...e por ser um RPG solo! Agora uma pergunta meio ...”puxando sardinha pro meu lado”...nossa comunidade e tudo que temos feitos lá influenciou vocês de alguma forma?
Influenciou, e muito!
Assim que pensamos em criar um RPG para crianças com dificuldades de interação pensamos de primeira no RPG solo que proporciona uma experiencia incrível de jogo, e por ser solo faz com que a criança se sinta livre, segura, sem julgamentos e no tempinho dela para tomar suas decisões no jogo, algo que um RPG convencional não conseguiria proporcionar.
E lembro que no dia que teve o depoimento do Amir no grupo “Solo RPG” eu me emocionei demais e disse pro Tiago: Vamos começar aquele nosso projeto?


8- Bom, gente, agora o espaço é de vocês! Podem falr o que quiserem, fazer jabá, criticas, agradecimentos, receitas...pode ser um simples “Tchau” até uma tese de doutorado! Alguma coisa a ser dita?
Quero agradecer demais o espaço.
Tiago e eu estamos felizes demais em poder colocar na pratica esse projeto, desejamos de coração que ele possa além de ajudar nossa pequena Emma, ajudar muitas outras crianças!

Eis aqui o link do projeto, para quem quiser conhecer e apoiar: Amigo Dragão

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Entrevista com o criador de jogos Tiago Alves


Galera, hoje trazemos uma  entrevista exclusiva com a maquina de criar jogos chamada Tiago Alves!
Pra quem não associou o nome a pessoa, Tiago é o nome por trás de jogos como3 Dados 1 RPG 1 Vida (e seus muitos suplementos), 8 Bit Dungeon (versão nacional), entre muitos, muitos, muitossssssssssssssssssssssssssssssss outros!

Vamos lá então!


1-      Tiago, como foi que você conheceu o mundo dos RPGs, como jogador?
Fala, grande mestre!

Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade e o espaço que você representando nossa comunidade do RPG SOLO abriu. Sou muito fã do seu trabalho e não sei se teria algo a acrescentar na entrevista... ora, ora... Mas vamos lá.
Eu conheci RPG quando era moleque, lá pelos 12, 13 anos... Joguei Ad&d com meu primo e uma galerinha que tinha amizade em uma cidade de interior.
Eu fiquei maravilhado com o jogo e a forma que se joga, ainda mais com aqueles dadinhos multifacetados (d4,d12, d8...).
Você bem sabe que para um adolescente nesta idade a imaginação é 10x não, pior 100x mais apurada do que a nossa de adultos. Então eu vivia mesmo as aventuras do meu “guerreiro” criado no jogo de forma muito imersiva mesmo o meu primo (o mestre) não ser também um “mestre experiente e profissional”. Hahaha
Foi uma farra.
A partir dai ele me empresou para ler outros de seus livros, que eram o GURPS e em seguidas edições iniciais do 3d&t. Nunca joguei estes livros naquela época mas foi este contato e porta de entrada para este mundo maravilhoso e fantástico do RPG.


2-      Em que momento você se sentiu motivado a criar os seus próprios jogos?

Eu já criava jogos de tabuleiro quando mais novo. Eram jogos simples de trilha, em que você avança as “casinhas” e tinha que chegar na “chegada” para vencer. Com o conhecimento de algumas regras de RPG bolei um jogo, ainda de trilha, mas com elementos de RPG, como tipo de itens e sistema simples de combate.
Por exemplo: caí na casa de” !” puxa uma cartinha que tem item, cai na casinha com um bonequinho com cara de mal era para vence-lo num combate.
UM JOGO DE CERTA FORMA SIMPLES, DE 2 A 6 JOGADORES QUE... NIGUEM JOGAVA.
 hahaha #xatiado
O tempo foi passando, cresci, com grande poderes vem grandes responsabilidades (como contas à pagar). E deixei de lado um pouco o hobby de criação.
Recentemente, um pouco antes de conhecer a comunidade Solo RPG havia criado outro jogo também de trilha, com elementos de RPG, cartas e etc e desta vez minha namorada (atualmente noiva) jogava comigo e me dava um puta...digo, mega incentivo. Mas mesmo assim não jogávamos sempre.
Agora... Minha maior motivação e esse tal “buuum” que aconteceu de criar muitos jogos é a forma que conheci o RPG SOLO de outra forma além de livros-jogos.
Deu pra perceber que a maioria dos meus jogos são reinvenções de algo já criado?
Até os famosos jogos de trilha eu gostava de inventar moda e colocar elementos nele, o “3 dice dungeons” que conheci através do seu canal, o 3 dados 1 vida 1 RPG é filho evoluído dele e por ai vai.


3-      Você já criou muita coisa...poderia falar um pouquinho sobre as suas criações favoritas?

Ah sem duvida é o 3 dados 1 vida 1 RPG e todos os seus suplementos e adaptações de gêneros.
Apesar de ser desenvolvido a partir de algo já existente (3 dice dungeons e 8 Bit dungeons + impetus), como disse antes, algo reinventado.
Não sei se é copia e talvez seja ate presunção da minha parte dizer que “eu o criei” (fico na duvida até hoje de falar se foi eu mesmo quem o criou).
Mas o fato é: o 3 Dados 1 Vida 1 RPG é o meu favorito por conta da sua mecânica adaptável, simplicidade de criar personagens (amo isso) e até campanhas instantâneas de aventuras.
Afinal, a proposta dele é: “com apenas 3 dados você simula 1 vida e ainda joga RPG.”


4-      Está trabalhando em algum projeto novo ou suplemento para seus jogos?

Nossa, sim!
Muitos!
Minha mente borbulha para milhares de ideias. Como eu não posso produzir tudo em grande escala ao mesmo tempo, anoto os insights, vou arquivando e produzindo o que mais eu estou pilhado no momento.
E o que temos na linha de produção?!
“Puxa a  cadeira, senta no chão e se liga no mistério:”
- 8 bit Dungeons – Bordelands
- 3 dados 1 vida 1 RPG – Desventuras de uma vida pacata
- 3 dados 1 vida 1 RPG – Entre heróis e espiões
- 3 dados 1 vida 1 RPG – Suplemento definitivo
- Eu contra o mundo (uma pegada meio que mad max mundo aberto com a possibilidade de criar itens)
- MOBA RPG – um jogo solo de tabuleiro baseado nos famosos jogos do LOL, DOTA e Heroes of Storm)


5-      Falando de outros criadores, quais te inspiram em suas criações?

Adoro os jogos da galera da Jambô editora. Eu não sei de todos os nomes para dar os devidos créditos... Mas curto muito a galera da Jambô. Tanto é que meus RPG favoritos foram comprados deles: Star Wars Fronteira do império, Dragon Age e 3d&t Alpha.
Adoro também o trabalho do meu xará: Tiago Junges da Coisinha Verde. Ele tem uma proposta muito boa e uma mega experiência fod...legal. Aprendo muito com ele.
E um tal de Tarsicio lucas que é professor de inglês, espanhol, música e jogador de RPG a mais de 21 anos. “Esse cara é fera! O loco! Tanto no profissional quanto no pessoal!” Ele me abriu todo o leque de possibilidades, não só solo, mas como a sistemas “diferentões”.

6-      Que RPGs você mais gosta de jogar?

Como citado a cima:
Star Wars, Dragon Age e 3d&t.
E atualmente tenho um grupo de RPG nas sextas e domingos (quando dá) o conhecido internamente como “RPG dos enrolados”. No qual meus melhores amigos e minha amada noiva jogamos D&D 3.5 no universo de Tormenta (sexta). E domingão, quando dá, minha amada noiva Paula mestra o star wars.
(Fato interessante: ela manja tudo de star wars, tema até de seu TCC).



7-      Além de criar jogos, quais são seus outros interesses, pessoal e profissionalmente falando?

Bom, profissionalmente sou analista de marketing e designer. Possuo uma empresa chamada On Designer onde presto serviços de arte e marketing.
Gosto de jogar vídeo games, RPG e também sou professor, tenho um projeto muito legal com os jovens da minha igreja.
Gosto de desenhar historia em quadrinhos e tirinhas (ao menos tento). Falando em quadrinhos, curto os da Marvel e filmes e essas paradas da cultura geek.


8-      Você tem planos de lançar seus jogos por alguma editora oficialmente, ou através de financiamento coletivo, ou algo do tipo?

Sim claro!
Adoraria!
Só tem um porém NÃO TENHO A MENOR IDEIA como se faz isso.
Então estou aberto a ideias e sugestões para me ajudarem nisso. Porque realmente gostaria de trazer ao grande publico meus jogos, talvez nem os jogos, mas os mundos e universos que gosto de criar.
Porque aí sim, seriam algo revisado, bonito desenhos originais criados por mim e claro: sem “assassinatos da língua portuguesa!” hahahah


9-      Sei que você já contou isso no seu site, mas poderia nos contar aqui como foi seu contato com o RPG solo?

Bom, num belo dia... “o sol brilhava, os pássaros cantavam, as flores desabrocharam nos campos verdejantes e a brisa no meu rosto me fazia pensar em poesia”... daí, não pera! Deixa eu focar aqui!
Como disse na entrevista, tenho um grupo de RPG, ultimamente estamos conseguindo manter a rotina e estamos jogando regularmente (morram de inveja! Buahahah!). No entanto, na época não era assim.
E pior, eu tinha já pilhas e pilhas de livros de rpg que nunca havia jogado por falta de jogadores. E estes livros, muitos deles foram comprados na época que estava finalizando este hiato de anos sem jogar RPG (Citado no site).
Quando pesquisei na internet só achava que RPG SOLO eram os livros-jogos. Eu adoro livros-jogos mas não queria isso. Vi seus vídeos no youtube, passava direto porque ao ler os títulos achava que eram a mesma proposta. Confesso que nem era bem RPG solo que pesquisava, eram outras coisas... Não lembro.
Até que bati o olho em 2 títulos de seus vídeos em específico: “Gameplay de como Jogar RPG sozinho” e “encarando uma dungeon sozinho”. Pensei: “ah para! Sério! Que coisa de LOSER! HAHAH duvido RPG é pra ser cooperativo e tal... a menos que seja livro jogo!”
Mano, quando vi minha mente fez um “bum” explodiu e fiquei de cara, dai fui vendo os demais vídeos, tabelas top 10 jogos solos e pensei: “mano que loucura! Vou tentar isso!”
E estou nessa “loucura até hoje”.


10-  Aqui o espaço é seu, para falar o que quiser! Faça seu jabá, de suas ultimas palavras, sugestões, criticas... Seja livre, cara!

Bom, obrigado mais uma vez pelo espaço.
Além de deixar meu jabá gostaria de também deixar uma experiência de como foi meu primeiro jogo solo. Como me senti jogando e como me senti depois que a primeira aventura terminou.  Ele quebrou muitos paradigmas que eu tinha e com certeza muitos jogadores têm! É um pouco longo, desculpe o textão.

Tiago Alves – Criador de jogos – Analista de Marketing - Designer
OnDesign – empresa de design e marketing digital:  ondesign28.wixsite.com/ondesign
Site de tirinhas e minhas revistas em quadrinhos:  issuu.com/tiagoalves978

Então... Não vou falar das mecânicas, mas da experiência em si.
Primeira vez que joguei solo apliquei as técnicas vistas nos vídeos do Tarcício Lucas: “Como montar seu próprio rpg solo. Faça você mesmo!” – “O Templo de agamoto 1 e 2” – “encarando uma dungeon sozinho”
Montei uma tabela de aventuras, outra de inimigos, armadilhas, cenários, descrições, etc. Fiz um mapinha quadriculado, tudo muito bonitinho. Peguei meu livro de 3d&t Alpha (nunca usado), vários d6 e bora lá.
Confesso que nas primeiras rolagens achei meio estranho. E conforme fui improvisando a trama embasadas nas rolagens e depois alternando como jogador achei meio paia. Nossa que triste. Coisa de Loser!
Realmente esquisito inventar e ao mesmo tempo jogar, já meio que sabendo das possibilidades.
Mas fui até o final. Na época não sabia como iria criar as “dungeons”, ou seja, como criar salas e tal e então não injeçado nos vídeos, fui criando “minhas regras” o que ficaria melhor para mim e melhor para minha imersão (esse é o grande segredo do RPG SOLO).
Depois que acabou a minha primeira aventura. Parei, olhei tudo que havia feito, revi os mapinhas e onde os personagens exploraram e comecei a relembrar cada evento dos personagens. Igual quando se termina de jogar uma sessão de RPG convencional com vários amigos, você pode por exemplo, parar e relembrar cada feito dos seus personagens, o que aconteceu na aventura e como os desafios foram superados, etc.
Cara! Foi a mesma coisa! A única diferença era que não haviam mais jogadores, somente eu... MAS a historia aconteceu!
Dai nas próximas aventuras, cismei de escrever tudo que meus personagens haviam feito, como se fosse uma historinha mesmo. Sendo que cada missão sorteada era o título do capitulo, por exemplo.
E eis que vos digo: fiquei maravilhado de como a historia se desenvolveu, como meus personagens reagiram. Teve coisas que fui lapidando e concertando e arrumando contextos na historia que encerrava e fazia ainda mais sentido quando eu escrevia. Dai quando menos esperava esta com uma aventura épica pronta! Uma experiência de jogo do caral... Legal pra dedel! E foi indo e tá sendo até hoje.
Atualmente estou escrevendo uma crônica de uma campanha solo de 3d&t no cenário de Tormenta. Faltam 2 aventuras para terminar. E agora estou criando uma de Harry Potter da mesma forma e sistema. Todos com o meu” maravilindo” oráculo (disponível no arquivo do grupo).

No mais é isso.
Mais uma vez, grande mestre Tarcisio Lucas, muito obrigado pelo espaço.
Não sei se fui interessante, mas creio que talvez esta pequena experienciazinha possa servir pra muita gente se identificar e quebrar vários paradigmas de rpg solo sendo jogado desta forma.
Vlw! Um grande abraço a todos os “players” que acompanham o blog. Muito obrigado por jogarem meus jogos, darem feedbacks. Serio, meus jogos criados anteriormente nunca foram tão jogados quanto agora e ainda mais com o apoio desta comunidade maravilhosa do Solo RPG me incentiva a criar mais e mais jogos pra gente!
Um abraço pra minha mesa de RPG dos Enrolados que está funcionando regularmente e por fim, minha amada noiva Paula Rodrigues que me apoia em TUDO e até já jogou comigo vários jogos Solos (que viraram DUO).
Vlw e fiquem com DEUS!


Eis aqui o site oficial onde voc~es podem achar todos os jogos citados, e muitas outras criações do Tiago: tdetudo3785.wixsite.com/jogadorsolo

Muito obrigado MESMO, Tiago!

Por que eu crio jogos? –Parte 1

Por que eu crio jogos? –Parte 1 Hoje quero escrever um pouco sobre isso. Por que eu insisto em gastar uma boa parte do meu tempo...