sábado, 30 de junho de 2018

Como Começar a jogar RPG Solo - Primeiros Passos

Esse artigo é uma tradução livre que fiz do artigo de mesmo nome escrito por Sophia Brandt, criadora do RPG solo MISO, e postado originalmente no site Die Heart. O artigo original pode ser lido aqui:Getting started solo


Começando com o RPG Solo
Por Sophia Brandt

Originalmente publicado em 15 de maio de 2015




"RPG Solo... por quê?

É uma coisa que soa estranha, uma vez que o hobby de RPG é um esforço coletivo entre várias pessoas. No jogo tradicional, você tem uma divisão estrita entre o \\\mestre, que controla o mundo, os NPCs, cria as aventuras e a campanha, enquanto os outros participantes são os jogadores. Eles têm um personagem que eles interpretam. Os jogos mais novos às vezes preenchem essa lacuna explicitando regras que permitem aos jogadores ter mais controle sobre o mundo do jogo. E finalmente há até mesmo os jogos sem GM, onde todos os membros do grupo são iguais e a mecânica do jogo manipula quem tem direitos narrativos.

Como o RPG solo se encaixa nisso? Você não tem um GM, você não tem outros jogadores, qual é o lance?

A maneira como eu jogo é uma experiência de contar histórias onde eu tenho um ou mais personagens (PCs) que fazem a mesma coisa que em um RPG "normal": eles experimentam aventuras e drama. É só que eu posso fazer isso sozinho em casa. Eu não dependo do horário ou das preferências dos outros e posso jogar quando e como eu quiser. Isso me serve bem, pois tenho uma criança pequena que precisa de muita atenção. Com RPGs solo, posso começar um jogo com um investimento mínimo de tempo e voltar a ele mais tarde se eu for interrompido.

Pessoalmente, para mim também é uma ótima maneira de testar novos conjuntos de regras. Adoro ler e colecionar novos jogos, mas meu tempo de jogo "real" com meus amigos é limitado. Às vezes eles não estão interessados ​​em um determinado sistema de jogo. É por isso que não posso testar todos esses novos RPGs brilhantes com eles.

No entanto, o RPG solo pode consertar isso para mim.

É claro que não é o mesmo que jogar com os amigos, pois está faltando o componente social e as energias criativas dos outros jogadores. Ainda assim, você pode ter exploração, combate e interação com NPCs em seus jogos.

Eu pego um conjunto normal de RPG e um simulador de Mestre (em Inglês, a sigla é “GME”). Este é um sistema que ajuda a terceirizar o papel do Game Master, então eu não tenho que fazer isso sozinho. Isso não seria divertido de qualquer maneira. O GME me ajuda a criar alguma adversidade e aleatoriedade em meus esforços solo de RPG.

O que você precisa e como funciona?

Certamente você já possui sistema de RPG...Gurps, D&D...., então a outra coisa que você precisa é do Simulador de Mestre.

O avô de tudo e o sistema mais extenso é o Mythic Game Master Emulator.
Alternativamente, eu uso os seguintes sistemas (todos gratuitos):

9Qs: permite uma boa abordagem estruturada para um episódio completo de role-playing
CRGE : sistema completo adequado para jogos com estruturas cinematográficas;
Perilous Intersections: embora mal organizada (é v.1) é um bom mecanismo solo, focado na história
Tiny Little Soldiers: fácil de usar, bem simples

Também ajuda ter alguns geradores aleatórios de ideias à mão, as famosas TABELAS.
 Eu gosto das imagens geradas pelos Story Cubes de Rory (um tipo especial de dados muito famoso nos EUA, onde ao invés de números, cada face apresenta uma imagem).
Basicamente, você cria um ou mais personagens usando o seu sistema normal de jogo. Isso funciona da mesma forma como de costume. Ajuda se seus personagens tiverem uma forte motivação e também relacionamento com outros PCs ou NPCs.

Se você ainda não tiver um cenário, precisará criar uma também.
Dependendo do seu sistema solo, você mesmo faz uma missão ou o próprio jogo irá lidar com isso. Depois, você vai jogar seus personagens como você faz normalmente. O mecanismo solo funciona como uma espécie de oráculo. Você faz as perguntas ao “jogo” como se fosse perguntar a um GM. O mecanismo é bem vago, então ele se encaixa em muitos gêneros e situações e, às vezes, você precisará interpretar a resposta, pois pode não ser fácil. Se você tem um cenário vibrante e personagens superficiais, é muito mais fácil de fazer.

Muitos sistemas solo também adicionam um elemento de aleatoriedade e surpresa, de modo que uma história não é sempre linear e entediante. Pode ser um desafio apresentar boas explicações, mas também é um esforço criativo e recompensador

Escrevendo?
O procedimento pode ser obscuro se você nunca jogou sozinho. Aqui está o que eu faço.
Basicamente, você usa seu gerador para enquadrar a cena e agir como o GME. Por exemplo, depois de ter decidido um cenário, um jogo de RPG e criar seu (s) herói (s), você cria um cenário inicial.

Você faz nota disso. Eu costumo escrever em frases completas porque eu gosto de postar meus jogos no meu blog,  mas você pode apenas fazer anotações.

Cenário/ Cena Inicial: O protagonista está procurando por sua irmã. Ele está em um bar porque alguém lhe disse que ela foi vista aqui.
Agora talvez você precise saber mais sobre o bar. É embalado? Se você estiver usando o Mythic GME, basta perguntar:

O bar está cheio de gente? - Resposta: sim
E então você elabora a partir daí. Ok, então estou decidindo que meu herói se senta no bar. Eu preciso escrever isso? Provavelmente não. Obviamente, vou perguntar ao taverneiro sobre minha irmã.

Estou mostrando ao garçom uma foto da minha irmã depois que pedi uma cerveja. Ele sabe sobre ela?
Eu poderia usar o meu sistema de jogo para fazer uma verificação de habilidade se eu quiser (teste de carisma / persuasão ou qualquer outra coisa) ou o oráculo para determinar se ele sabe ou não.

Eu poderia escrever isso em outro formato:

bar lotado, perguntando ao taverneiro sobre irmã, pista sobre um cara que ela estava com, nome: Clyde Summers, gangue de motoqueiros
ou algo assim. Você pode escrever uma prosa completa se quiser ou apenas anotar notas ou imagens ou fluxogramas...é solo, faça o que for melhor para você!"

Missão D&D solo - Dia 9

E mesmo faltando algumas coisas para fazer, resolvi testar a minha masmorra de baixo orçamento! Até agora mantive meu gasto inicial de 4 reais e 75 centavos!
Ainda utilizando miniaturas de papel que eu já tinha, rolou uma exploração rumo às profundezas.
Verdade seja dita: as regras da 1° Edição do D&D são lindas demais! 

Eis aqui algumas fotos da sessão (ignorem o fundo de florzinhas!kkkk)





Foi testada e aprovada!

Mas ainda falta muito detalhe para terminar!

Continua,,,

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Missão D&D solo - dia 8

Galera, e a produção da masmorra continua!

O oitavo dia foi destinado a confeccionar o material de apoio da aventura!
Primeiramente, cortei alguns cartões utilizando papel cartão que sobrou...


Nesses cartões escrevi um resumo das principais regras e tabelas do D&D 1° edição, para consulta rápida, e assim evitar de ter que parar a aventura para consultar o livro...


E por fim fiz uma cópia da página que traz vários símbolos utilizados nos mapas de masmorra - essa pagina também se encontra na primeira edição. Vou recortar os quadradinhos, e colocar sobre a masmorra indicando o que se encontra lá...buracos, terreno difícil, portas secretas....


Agora só está faltando terminar as miniaturas dos heróis e dos monstros, e a mobilia!

Quase lá!

Cntinua....

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Kindred, The Embraced - A série de TV de Vampiro: A Mascara!

Estou prestes a começar uma crônica solo de Vampiro, e estou buscando inspirações em outras mídias. E gostaria de falar um pouco sobre a famigerada série Kindred: The Embraced, uma série da FOX de 1996, que se passa no Mundo das Trevas, e teve como co-produtor o próprio criador do jogo, o grande Mark Rein Hagen.
11 em cada 10 fãs de Vampiro odeiam essa série, que teve apenas 8 episódios.
Eu me encontro fora dessa estatística, pois gosto sim dos episódios, e vejo muita coisa boa aqui!


Um pouco de história

A série foi produzido em uma época em que o sucesso do jogo estava alto, mas no entanto a White Wolf, responsável pelos direitos do RPG, começava a decair enquanto empresa. Foi no mesmo ano em que a série foi produzida que o escritor Mark Rein Hagen saiu da empresa (uma coisa não teve relação com a outra).

O enredo da série gira em torno do policial Frank Kohanek, que está investigando o poderoso Jullian Luna, na verdade o Príncipe dos vampiros da cidade. Frank se envolve amorosamente com Alexandra, antigo amor e cria de Luna, e através dela descobre a verdade por trás da Máscara.

Em meio a esse romance - que dura apenas o primeiro episódio - temos a briga pelo poder entre os clãs - mas especificamente entre os Brujahs e os Gangrels - mafiosos, caçadas de sangue, jogos políticos e intriga.
Na minha opinião, todos os elementos de Vampiro A Máscara estão representados ali. Gosto da história, e o elenco, a despeito de tudo, é muito bom.

Lógicamente, muitas concessões foram feitas. Muitas cenas mostram vampiros andando durante o dia tranquilamente... o clã brujah parece muito mais o clã ventrue que qualquer outra coisa.

Mas considerando o ano de produção, e o fato de considerar ser impossível passar para outra mídia todo o lore de Vampiro a máscara exatamente como ele é nos livros, agora que 20 anos se passaram desde a produção da série, acho sim um produto bacana.

Infelizmente, do ponto de vista comercial a série não foi bem sucedida, sendo cancelada já na primeira temporada. Lembrando que na década de 90, ainda não havia esse boom que as séries tiveram em tempos de netflix, e isso era super comum entre os estúdios.

Na verdade, cogitou-se sim a realização de uma segunda temporada, mas os planos infelizmente foram cancelados devido à morte trágica do ator Mark Frankel - que interpretava o Príncipe Jullian Luna, protagonista da série - em um acidente de moto, no final daquele mesmo ano.

Por que eu gosto da série, e quais os pontos de inspiração?

Acredito que muita coisa se salva nessa produção.
Eis aqui uma lista do que curto e certamente influenciará minha crônica:

1) As locações. As casas e locais onde as cenas se passam são boas em mesclar ambientes urbanos com um tom mais "antigo". O haven do príncipe Luna, por exemplo, é EXATAMENTE como eu espero que a casa de um vampiro poderoso e influente seja!

2) Os figurinos. Tirando os brujahs, que realmente se vestem e se comportam como ventrues, todo o restante dos vampiros são muito bem representados, sem apelar para aquele visual gótico anos 80 que as ilustrações dos livros adoram mostrar ( que eu adoro, mas acho que na prática não funcionariam muito).

3) Os poderes vampiricos. Está certo, eles andam de boa debaixo do sol em uma cena, e no capítulo seguinte queimam loucamente pela mesma exposição. Mas de maneira geral, os poderes vampiricos são mostrados de forma sutil. na maior parte das vezes, os vampiros preferem resolver os problemas utilizando a politica, a influência e o poder. Eu admiro isto em Vampiro a Mascara.

4) A interação dos vampiros com o mundo dos mortais. Os vampiros aqui são mostrados como os verdadeiros donos da cidade, mexendo as cordinhas por trás dos panos.

Eis aqui um conclave em andamento

Os 8 episódios da série estão disponíveis gratuitamente no youtube, todos legendados. Eis aqui o link do primeiro episódio:

Tivesse a série continuado por mais 1 ou 2 temporadas, muitas pessoas que não conheciam o RPG teriam contato com esse universo...mas passado é passado, e não adianta ficarmos lamentando.

Como eu disse no começo, é tradição entre os jogadores de Vampiro odiar essa série com todas as forças.
Eu já acho que muitas vezes alguns jogadores são criticos demais, se apegando à pecuinhas e detalhes.
Isso é bom, pois garante a qualidade dos lançamentos, mas também é ruim pois muitas vezes enfraquece uma cena que já é totalmente de nicho, especialmente aqui no Brasil.
Mas essa é só MINHA OPINIÃO, longe de querer ser uma verdade absoluta.

Enfim, usarei a série como inspiração, logo mais conto como está fluindo minha crônica vampiresca...

terça-feira, 26 de junho de 2018

Viagem através de Mirkwood - Gameplay Parte 2

E aqui continuamos com a jornada de Andolian, um Elfo de Valfenda, encarregado pelo próprio Senhor Elrond de levar um importantíssimo pergaminho até o Rei Thandruil. Para isso ele deve atravessar toda a floresta de Mirkwood. Trata-se de um pergaminho de grande poder, e o próprio Senhor do Escuro enviou seus Servos e lacaios à fim de obter esse conhecimento.
Estamos bem no sétimo dia de viagem, quando Andolian avista...

Dia 7, Continuação....



"Um Nazgul, o mais temível servidor do Lorde da Escuridão. Sinto que minha jornada chegou ao fim. Mesmo assim devo lutar bravamente contra esse ser de maldade e trevas!"
Contra todas as possibilidades, minhas mãos se movem rapido, guiando minha espada. O Cavaleiro alado foge, ante a fúria nos meus olhos!"

Saúde: 3      Experiência: 4   magia: 0


Dia 8

"O encontro com o Nazgul me preocupou ainda mais; que interesse faria o próprio Senhor do Escuro enviar seus servos mais poderosos em busca?
Está tão escuro que não sei dizer se o dia já amanheceu. Sei apenas que ao longe avisto um velho, trajando roupas verdes. Radagast! Ele parlamenta comigo, e ainda me oferece uma misteriosa poção. Após tomá-la com certa hesitação, reconheço que ele realmente é um grande CURANDEIRO, bem como as lendas contadas por Mestre Elrond contam tão vividamente..."


Saúde: 7      Exp: 0        Magia:0

Comentário técnico: como encontrei um curandeiro, troquei pontos de experiência por Saúde. Troquei todos os 4 pontos de Exp que tinha por 4 pontos de Saúde.


Dia 9

"Radagast ofereceu-me pousada, e por isso minha jornada hoje começou tranquila. Nos despedimos em meio a uma porção da floresta antiga e sagrada. Segui meu caminho em meio as arvores mais velhas que os próprios senhores elfos. A tarde se faz dourada e avermelhada sob a Terra Média.E em meio a todas essas maravilhas, encontro um TESOURO, um Tomo escrito por algum elfo amigo. É um diário de viagem, por essas mesmas paragens.."


Saude: 7   Exp: 2    Magia: 0


Dia 10

"Hoje caminhei pouco, pois passei a maior parte do tempo lendo o Diário de Viagem de Aliimalin. Muito interessante. Mas passado algumas horas, comecei a ouvir novamente uivos e vozes distantes. Algo, ou alguém, me persegue!E estou certo, pois logo á minha frente vejo um ORC. Grito uma prece por Valinor, e parto para o duelo.
Ele cai perante minha fúria!"


Saúde: 7  Exp: 3       Magia: 0


Dia 11

"Agora estou em um território onde nenhum elfo de Valfenda esteve antes.Árvores ainda mais ancestrais, Sombras. E muita magia, nem boa nem ruim. Em meio às névoas desse local, que nunca se dissipam, vejo o vulto de mais um WARG. Eles são implacáveis!
Mas já conheço a forma como lutam. O venço rápido, de forma limpa. A jornada segue!"

Saúde; 7 Exp: 4    Magia: 0


Dia 12


"O medo me domina. Atravesso o que com certeza foi algum dia uma vila élfica em meio ás árvores. As árvores morreram, os elfos se foram...Para onde? Por que?
Novamente, barulhos e vozes veem com o vento, cantando antigas maldições em uma lingua proibida.
olho para os céus, e vejo aquele ser alado. Um outro Cavaleiro Negro, um outro NAZGUL!
Meu coração gela, mas minha espada se prepara. Ele me fere, mas eu o atinjo ainda mais profundamente. Ele parte. Sei que não era o mesmo que enfrentei antes...será que todos os 9 estão ao meu encalço?"

Saude: 6 Exp: 5   Magia: 0

Dia 13

"A floresta parece infinita. Agora está mais fácil caminhar. Sigo um córrego em meio à mata, raso e cristalino. Mas algo na água não parece ...natural. E nem é natural essa vontade de bebe-la, tão forte! Mas resisto, e sigo em frente. Encontro um outro TESOURO, uma bolsa contendo Lembas, o alimento élfico mais comum. Sinto o poder élfico se renovando, e sigo."

Saúde: 7    Exp: 5    Magia: 0



Dia 14


Acredito que a bolsa que encontrei seja de algum Guardião. mas por que ele deixaria algo tão precioso para trás? Sigo o rastro de seus passos.
Alguma coisa estava atrás dele.
O rastro me lava até uma cabana, em um lugar de muito difícil acesso. Há comida em abundãncia, e uma cama confortável. Sob a mesa, escrito em uma letra rebuscada, um bilhete: DESCANSE"

Saúde: 9      Exp: 5     Magia: 0

sábado, 23 de junho de 2018

Criação de Cenário - O mundo de Tai Hong!(WUXIA) - Parte 1


Uma das melhores coisas de se jogar solo é poder cuidar de cada mínimo detalhe da história, de cada personagem e NPC, e do mundo onde se passa a história.
Eu sempre gostei muito de criação de mundos, e sempre gostei muito de ler sobre mundos imaginários.
Alguns anos atrás, quando ainda não conhecia o solo RPG, e estava sem grupo para jogar, eu comprava livros de ambientação e os lia como se fosse literatura; apenas para conhecer a história. E gostava muito de tudo, e até hoje adoro esse tipo de coisa.
Para talvez inspirar alguém aqui a criar seu próprio mundo (e mandar aqui pra gente postar, logicamente!), vou começar a criação de um mundo ficcional.
Vou mostrar os passos que eu sigo quando quero criar algo assim, e gostaria de saber se vocês fazem diferente (ou não, como diria Caetano Veloso).

O Início

Eu sempre começo pensando em qual sistema esse mundo será criado. As regras sempre vão influenciar o mundo. E mundos que funcionam muito bem em um sistema nem sempre funcionam em outro. Como exemplo, temos o caso de Tagmar, o primeiro RPG nacional. “Tagmar” é o nome não apenas de um sistema, mas também do mundo onde se passa as histórias. Junto com seu próprio sistema, funciona muito bem! Mas foi adaptado para o sistema Daemon (o mesmo de Trevas, Arkanun e Invasão), e, apesar de ter sido muito bem feito essa conversão, e muito bem escrita, simplesmente perdeu uma boa parte da magia.
Pois bem, o sistema que eu escolhi é o Pocket Dragon – WUXIA, um jogo que utiliza as regras do Pocket Dragon, mas ambientado na China Antiga, próprio para se jogar histórias repletas de fantasia e artes marciais.

Sempre gostei muito de filmes chineses de artes marciais (como os primeiros filmes do Jet Li, por exemplo), e há muito tempo quero criar algo do tipo.

Escolhido o sistema, elenco algumas perguntas que devem ser respondidas. Abaixo seguem as perguntas, e as respostas que orientarão o meu mundo:

Nome do Mundo ou Localidade: Tai Hong, o Reino Vermelho (basicamente, a China Antiga, como é retratada em filmes como “O Tigre e o Dragão", “O clã das adagas voadoras”, etc...)

Breve descrição: Uma terra governada por sábios imperadores, protegida por guerreiros nobres, mas que é constantemente ameaçada por poderosos alquimistas sedentos de poder;
Tipos de história que combinam: Aventura, fantasia, repleta de lutas absurdamente coreografadas, onde o bem e o mal são claros!!!
Tipos de história que não combinam: Histórias muito complexas;
Existe Magia nesse mundo: Sim, poderosa, mas que não é utilizada com tanta frequência. Sempre será um elemento menor na história.


Brainstorm

Feito essas determinações, eu deixo a imaginação fluir sem freios, e elenco alguns elementos da história desse mundo:
- O Reino é dividido em 4 Regiões, governadas pelo Imperador Lin Chong. Cada região é administrada por um Conselho. Alguns membros desses conselhos  fazem parte de uma Conspiração Secreta, a Seita de Xen, cujos objetivos são obscuros;
- Existem Templos Shaolins que recrutam jovens que queiram se tornar Servidores do Reino, uma ordem de soldados guerreiros encarregados de manter a ordem e proteger o povo;
- Os alquimistas no começo eram pessoas que eram muito admiradas por todos. Mas um deles, Zheng Juei, outrora o mais sábio de todos, descobriu um antigo segredo...que nunca se soube; mas sabe-se que isso o mudou, deixando de ser um bondoso ser, se tornando um ferrenho inimigo do Reino, eliminando qualquer pessoa que não se encaixe em seus planos. Possui poderes grandiosos, e muitos aliados infiltrados entre o governo;
- Existem pessoas que se isolam em meio a natureza, tornando-se grandes sábios guerreiros. Esses guerreiros solitários são misteriosos, mas sempre parecem agir em nome do Bem e da Ordem;


E assim o Mundo de Tai Hong começa a ganhar forma. O próximo passo será criar 3 ou 4 localidades chaves – cidades, vilas, coisas do tipo – e uma lista de NPCs famosos naquele mundo!
Continua...

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Viagem através de Mirkwood - Gameplay

Bom, people, eu sempre gostei de coisas simples, e com o RPG não é diferente. Nunca fui fã de sistemas que possuem regras para absolutamente tudo. Gosto quando uma boa parte da diversão fica a cargo da criatividade e da imaginação, livres, sem muitas amarras(lembrando que essa é a MINHA opinião; longe de achar que é o melhor jeito de jogar!).
Desde a primeira vez que encontrei o jogo "Viagem através de Mirkwood", achei que se encaixava como uma luva dentro do que eu queria.
Mas para todo mundo que eu mostrava o jogo, achavam tosco!kkkkkk. Mas minha opinião não mudou.
Por isso gostaria de postar esse gameplay, para exemplificar a forma como eu abordo esses sistemas minimalistas, com pouquissimas regras.


O Sistema

Para quem não conhece, "Viagem através de Mirkwood" é um jogo de jornada. Você interpreta um herói no cenário do Senhor dos Anéis, e foi encarregado pelo próprio Senhor Elrond para levar notícias importantes até o Rei Thandruil. Para isso, você deve atravessar toda a floresta de Mirkwood, cheia de perigos e ameaças. Aranhas gigantes, Nazguls, Orcs, Wargs...em uma viagem que durará nada mais nada menos que 40 dias.
quem quiser ler o jogo, que fiz uma tradução e que possui apenas 6 páginas, ele se encontra Aqui - Viagem através de Mirkwood


Seria bem interessante se vocês lessem o jogo antes de ler o gameplay aqui. E é curtinho, não deve levar mais do que 15 minutos de leitura!

Enfim, o gameplay. Ele será narrado em primeira pessoa, na voz do próprio Andolian. Em letras maiusculas sempre colocarei o resultado da Tabela principal.
Após a descrição do Elfo, coloco os valores atuais dos atributos do personagem. Não colocarei o resultado dos dados, pois basta conferir as tabelas para saber o resultado.

Personagem

Elfo Andolian, da Casa de Linderiel, de Valfenda
Missão: Levar o Pergaminho de Orianda, um documento importantíssimo, até o Rei Thandruil, através da floresta de Mirkwood. A missão foi confiada pelo próprio Elrond, Senhor de Valfenda.

Dia 1

"Meu primeiro dia de viagem foi entre as terras conhecidas de Valfenda, entre arvores de folhagem vermelha e o solo coberto de musgo verde. Tudo calmo; e eis que ao fim do dia eu encontro...um TESOURO - uma poção élfica que sei ser capaz de restaurar minhas forças em momentos de necessidade. Guardo-a em minha bolsa para utiliza-la quando necessário."

Saúde: 10   Exp: 0   Magia: 0

Dia 2


"A magia de Valfenda começa a ficar para trás...o clima ameno começa a esfriar, as sombras se alongam. O perigo começa a parecer real. logo no início da caminhada do dia, sem minha percepção, sou pego por uma ARMADILHA, deixada ali por algum antigo caçador. Machuco-me um pouco. Sirvo-me da poção que encontrei no dia anterior, e a ferida se cura como se fosse mágica. E de fato assim é."

Saúde: 10   Exp: 0   Magia: 0

Dia 3


"Sigo às margens de um rio, com águas escuras, assim como o céu e as sombras das árvores. Sinto uma Presença me procurando, me caçando...o que quer que este pergaminho contenha, chamou a atenção de algum poder obscuro. E de fato assim é, pois encontro um WARG, um ser que se assemelha a um lobo gigante, só mais feroz, maior e mortal. O confronto é inevitável."

Aqui acontece o primeiro combate. Recebo 5 pontos de dano até finalmente conseguir derrotar o Warg.

"A luta é difícil, fico bastante machucado. mas no fim consigo vencer o inimigo."

Saúde: 5   Exp: 1   Magia: 0

Dia 4

"Os ferimentos da luta do dia anterior ainda sangram. Uma chuva fina cai das nuvens cinzentas.Escuto uivos e vozes sinistras à distancia, trazidas pelo vento, e captadas pela minha audição élfica. Sei que outros estão vindo. Procuro um local seguro, alguma caverna ou local coberto onde possa descansar. Mas outro WARG estava á minha espera...levanto o olhar, e mesmo ferido, não hesito; ataco imediatamente, para a surpresa da fera."

Mais um confronto. Perco 2 pontos de Saúde até vencê-lo.

"Ele se aproveita de minha fraqueza...mas enfim o venço"

Saúde: 3   Exp: 2   Magia: 0

Dia 5


Estou muito ferido e machucado - não eram Wargs comuns esses que enfrentei - Eu sigo, buscando caminhos pouco explorados, onde os olhos do Mal não possam me seguir.
A chuva cessou ao longo do dia, mas as nuvens se tornam a cada hora mais cinzas e sinistras. Avisto enfim um Círculo de Pedras em meio á mata ancestral. E lá encontro, para meu desespero, mais um WARG, ainda maior que os anteriores. Sem saída, peço apos deuses que guiem minha lâmina"

Esse combate, por sorte, foi vencido logo na primeira rolagem de dados!

"Com um único golpe derroto a fera terrível"

Saúde: 3   Exp: 3   Magia: 0

Dia 6

Os circulos de Pedra se sucedem. Paro em frente à um particularmente grande e antigo, tomado pela hera. Que história essas pedras seculares poderiam contar?
Em meio a esses pensamentos, encontro mais um TESOURO. Um medalhão Âmbar. Após alguma hesitação, o coloco em meu pescoço, e sinto uma energia muito forte fluindo em mim."

Saúde: 4   Exp: 3   Magia: 0

Dia 7


Após a décima formação dolmênica, encontro as ruínas de um antigo castelo - ao menos assim parece -tão antigo que parecia quase uma formação natural. Escuto sons vindos de dentro. Em meio ao escuro sepulcral do lugar, avisto...não!!!! Não é possivel!...



Continua...


Arte dos Aventureiros - parte 1

Bom galera, fico muito feliz quando descubro que existem pessoas com os mesmos interesses que os meus. Durante muito tempo em minha vida, eu vivi completamente cercado por pessoas com gostos totalmente diferentes. Cansei de escutar que as bandas que eu gosto de escutar são ruins, que os filmes que eu gosto não prestam...e lógico, cansei de escutar que RPG é coisa de maluco/nerd/desocupado!
Meu canal no youtube, nosso grupo no face e esse blog me possibilitou encontrar muitas pessoas com gostos semelhantes, o que já fez tudo valer a pena.
E mais curioso ainda, pessoas que , assim como eu, gostam de dar asas à própria imaginação. Uma dessas pessoas é o grande Emerson Prado.
O Emerson está fazendo algumas maquetes RPGísticas MUITO legais, e me ensinou algumas técnicas novas. E gentilmente enviou as fotos.
Apresento aqui algumas dessas fotos de uma torre que o Emerson criou. Em algumas dessas fotos, ´é possível ver um cachorro bem bonitinho. Prestem atenção nesse cachorrinho! (ao final eu digo porque!)









Eis aqui a técnica utilizada, explicada pelo próprio Emerson:

"Recortei a porta e os tijolos e depois colei a porta ,os tijolos colei aleatoriamente.fiz uma base com os uma capa de caderno velho mas pode usar papelão. Depois numa vasilha coloquei metade de cola e água, e separei papel higiênico picado.passei o pincel com a mistura e fui colando o papel higiênico e se não  tiver pincel e só molhar o papel  e fazer o mesmo processo. E para finalizar eu fiz bolinhas de papel  como se fossem pedras. Da um charme a mais"

Viram o cachorrinho?!


O Emerson disse que depois de pronto, o cachorrinho comeu a torre!kkkk


É isso aí, galera!

Outras pessoas do grupo estão fazendo artes  (não me esqueci de você não, Marcelo Bianconi, nem de você, Luciana Jonathan!)

terça-feira, 19 de junho de 2018

Mythic - A Busca de Jullian Arvoz - Parte 3 - Gameplay

E continuamos nossa aventura utilizando o Mythic Game Master Emulator.
Na cena anterior, Jullian Arvoz encontra um velho em meio a noite da cidade de Imir Saraph. O Velho revela um tesouro que se esconde em um Templo no Deserto Longe. De repente, guardas reais aparecem, como se procurassem algo...



Jullian: Eu pergunto ao velho se ele sabe o que eles procuram.
GME: 75%. 10. Sim,ele sabe bastante sobre esse assunto.

Jullian: Então me diga, homem!
GME: 49/40. Harm (Dano)/Exterior Factors (Fatores Externos). O velho explica que o Medalhão Real, o objeto arcano que dá poder e direito legal ao Regente da cidade-reino, foi roubado. O filho do Regente Sarath Goth iria se casar com a princesa Lianor-is, do Reino Sul, unificando os dois reinos, até então inimigos mortais. Mas sem o Medalhão Real, isso não poderá acontecer.

Jullian: Esse medalhão é de fato um objeto mágico?
GME:75%.8. Sim, um objeto de grande poder e valor.

Jullian: (Ao velho) E você sabe para onde ele foi levado?

GME:50%. 60. Não, infelizmente não.

E o velho volta a falar do tesouro do Deserto Longe.

Jullian: (ao velho) Eu estou cansado e preciso encontrar um local para pernoitar. Você pode me indicar algum?

GME: 85%.22. Sim, ele indica uma pousada ali perto, dizendo conhecer o dono. o nome da pousada é Mythras.


Novamente aqui tivemos numeros repetidos (22) e individualmente abaixo do fator de Caos (5). Isso quer dizer que um novo evento acontece.

Evento

Focus: Neutral Event (evento neutro)
Meaning (significado): Inspection or Scrutiny (Inspeção ou questionamentos)

2 guardas retornam, e interrogam o velho em um idioma que  Jullian desconhece. O velho diz algumas frases. Eles vão embora.

Jullian: (ao velho) o que eles queriam?

GME: Apenas perguntas tolas e sem importância.


Jullian então parte, prometendo amanhã pela manhã encontrar novamente o velho , a fim de saber mais sobre esse tesouro...

Fim da Cena

Tudo correu relativamente, então ganho +10 pontos de Favores. Agora tenho 35 (em breve explico como esses pontos funcionam.

Cena 3

Fator de Caos: 5

Período: Dia seguinte, manhã
Local: Praça Central da Cidade de Imir Saraph.

Jullian Arvoz está na praça, procurando pelo velho...

No Mythic, todo começo de cena devemos rolar um dado de 10, para ver se a cena será modificada ou interrompida.
Se o resultado do dado for igual ou menor que o fator de caos, isso acontece. O dado cai 3, logo, a ena será Alterada (por que caiu numero ímpar. Se fosse numero par, a cena seria interrompida bruscamente)

A praça na verdade está interditada, e guardas reais a estão vigiando.

Jullian: Eu tento ver se encontro o velho em algum lugar. Também quero saber se esses guardas estão apenas guardando ou ainda procurando algo.
(No mythic, quando queremos saber muitas coisas ao mesmo tempo, devemos dividir e fazer aos poucos, pergunta por pergunta)
O velho está ali por perto?

GME: 50%. 42. Sim, o velho se aproxima, feliz por vê-lo novamente.

Jullian: Os guardas procuram por algo?

GME: 75%. 89. Não, estão apenas parados ali, observando.

Jullain: Eu convido o velho para caminhar por alguma rua mais deserta, e pergunto a ele sobre o tesouro que ele falou ontem.

GME: 71/85. Trick (truque)/Technology (tecnologia)
O velho diz que o tesouro está escondido em um templo repleto de armadilhas e perigos. Ele sugere que apenas um ladrão experiente seria capaz de passar por ali.

Jullian: Eu pergunto a ele como seria possível conseguir um ladrão por aqui.

GME: O velho diz que o melhor caminho é visitar a Guilda dos Ladrões.

Jullian: E onde fica essa Guilda?

GME: 88/41. Control (controle)/Advice (conselho)
Lógicamente, na cidade dos Ladrões, a Guilda pode ser encontrada no palácio Real.

Jullian: E como eu consigo uma audiência com eles?
De forma direta?

GME: 35%.33. Sim. Basta ir até lá e solicitar uma audiência com eles...

Novamente, teremos um Evento

Focus: 12 NPC Action (ação de algum NPC)
Meaning (significado): 126 Inspection or Scrutiny (inspeção ou questionamentos)

GME: "De repente, muitos guardas se aproximam de vocês, montados em cavalos. Eles começam a discutir com o velho naquele estranho idioma. O velho se irrita. Eles agarram o velho e começam a arrastá-lo para longe.

Jullian: Eu não quero me envolver em encrencas. Eles tentam me levar também?

GME: 35%.15. Sim. Eles dizem que como você foi visto 2 vezes com o velho, também é suspeito.

Jullian: Bom, eu vejo nisso tudo uma chance de entender como de fato essa cidade funciona...Para onde estão nos levando?

GME: 83/75. Assist (Ajudar)/ Military (militar)
Vocês são levados até uma fortaleza no fim dos limites da cidade. Muitas pessoas estão circulando por lá, e paira no ar um clima tenso...

Jullian: Como é a Fortaleza?

GME: 66/13. Carry (carregar(/War (guerra)


Extremamente resistente, grande, e que parece estar se preparando para alguma guerra iminente...


Continua....

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Missão D&D Solo - Dia 7

Continuando a contrução da minha dungeon caseira, eis aqui os trabalhos do dia 7!

Mesmo não tendo terminado o trabalho das artes das peredes de papelão, comecei a montar as salas:




Fiz isso com 6 salas e corredores, ou seja, metade da dungeon. Minha mente tem certa resistência com tiles com paredes...mas eu realmente quero fazer algo que passe a sensação de "lugar fechado"...adoro só os pisos de masmorra, mas me passa uma sensação de ser um lugar aberto...muito pessoal isso (e é apenas uma opinião minha, siga com o que achar melhor!kkkk).

Enquanto colocava as salas para secar, comecei a preparar a mobília, mesmo sem saber ao certo como fazer isso.
Comecei tentando um baú de tesouro:
Fiz as medidas, a partir da medida dos quadrados dos pisos:


Como podem ver, aproveitei para fazer uma arte marota nele...

Depois foi só montar e colar:


Aí passei para um portal de dentro da dungeon:


Colei e montei, e ficou assim:



E por fim comecei a fazer as miniaturas de papel para heróis, Monstros e NPcs:


Com uma arte tosca, dentro das minhas capacidades de desenho!kkkkkk:


E aí montei meu primeiro guerreiro:



E por enquanto foi isso que deu para fazer! Agora o plano é fazer mais mobílias - mais baus e portais, algumas estantes de livros e mesas - mais miniaturas. 


Continua...



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Galera, uma rápida aventura solo esses dias na minha campanha  de Mighty Blade nas Shadowlands me presenteou com mais esse cenário, uma bibl...