terça-feira, 3 de novembro de 2020

Entrevista com Eduardo Spohr

Pessoal, é com imensa alegria que apresento hoje uma entrevista exclusivíssima que fiz com o grande autor e jogador de RPG Eduardo Spohr.

Caso você não tenha vivido em nosso mundo nos últimos anos, saiba que Spohr é um autor consagrado, criador da famosa "tetralogia angélica" que se iniciou com o livro A Batalha do Apocalipse, um dos melhores livros de fantasia que já vi. 

Eduardo aceitou gentilmente o meu  convite  para falar sobre seu novo livro, "Santo Guerreiro - Roma Invicta" , e também um pouquinho sobre RPG, um assunto muito querido para o escritor!


Pois bem, sem mais enrolação e sem edições, aqui está!



 

1) Eduardo, primeiramente, gostaria que você nos contasse como está sendo este período de lançamento do seu novo livro “Santo Guerreiro – Roma Invicta”...está sendo muito diferente dos seus lançamentos anteriores, por conta da pandemia?

 

R: Nunca trabalhei tanto em um período de lançamento (ou de pré-lançamento, afinal o livro só será oficialmente laçando no dia 30 de novembro). Felizmente tenho recebido muitos pedidos de entrevistas, lives e convites para podcasts. Fico extremamente emocionado com o carinho com que sou tratado pelos leitores. Em suma: tudo correndo bem.

 

2) Enquanto criador/autor, esse período em que vivemos de isolamento social e afastamento influenciou de alguma forma sua rotina de escrita e pesquisa?

 

R: No meu caso, o período de quarentena pelo qual passamos no começo do ano até ajudou. Com a academia fechada, pude me focar unicamente na produção do livro, e com isso consegui avançar rapidamente. O silêncio da rua também ajudou.

 

3) Com relação a tetralogia angélica, você sempre citava obras que de alguma forma influenciaram aqueles livros – dos filmes da série “Anjos Rebeldes” até “Cavaleiros do Zodíaco”...quais obras ou fontes você citaria como inspiração para o “Santo Guerreiro”?

 

R: Embora se passe em outro período da história romana, a série “Roma”, da HBO, sem dúvida foi uma grande inspiração, além do clássico “Gladiador”, um filmaço que está no meu TOP 10 cinematográfico. No campo literário, os romances históricos me influenciaram demais, especialmente os do Ken Follet e do Bernard Cornwell. Mas foi depois de ler “O Físico”, um romance histórico que nada tem a ver com o Império Romano, que eu decidi escrever algo no mesmo gênero literário.



 

4) Qual RPG o cenário você acredita que possibilitaria jogar uma aventura de alguma forma similar à história contada nesse seu novo livro?

 

R: O cenário histórico do próprio Império Romano possibilita aventuras de RPG incríveis. O livro “Gurps Império Romano” é excelente e dá muitas ideias – recomendo mesmo para quem não joga Gurps. É um ambiente repleto de deuses, grandes cidades, terrenos diversos e inimigos ferozes.

 

5) Da mesma forma que a Batalha do Apocalipse ganhou uma adaptação oficial para o universo dos RPGs, podemos esperar algo assim do “Santo Guerreiro”, ou você acredita que a proposta dessa vez não se encaixaria?

 

R: O Dungeons & Dragons, apesar de ser um RPG de fantasia medieval, pode ser adaptado para se jogar no período romano. Já mestrei algumas aventuras de D&D nesse cenário. Estou na correria do pré-lançamento, mas quando as coisas se acalmarem vou organizar um documento com essa adaptação. É coisa simples, que qualquer mestre pode fazer. De todo modo, eu gostaria de escrever um artigo sobre o assunto e compartilhar. Devo postar em breve no meu site do Medium. 

 

6) Como tem sido sua vida de jogador de RPG nesses tempos pandêmicos em que vivemos?

 

R: Eu tenho jogado menos do que eu gostaria por estar, justamente, envolvido com o processo de pré-lançamento. Mas às vezes tenho conseguido encontrar os amigos para rolar alguns dados. Espero poder retomar uma rotina mais assídua de RPG em breve. 

 

7) Você criou uma base de fãs enorme com seus livros anteriores...sentiu alguma pressão interna, medo ou dificuldade no sentido de fazer com que o novo livro, que foge do universo anterior, fosse do agrado desse seu público regular?

 

R: Os meus leitores, acredito, confiam no meu trabalho e não costumam me pressionar por novos lançamentos — eles sabem, acho, que estou sempre trabalhando para fazer o melhor. De minha parte, sempre escrevo a história que está no meu coração (como costumo dizer). É o único jeito que tenho de produzir uma obra bacana. De todo modo, “Santo Guerreiro: Roma Invicta” tem algumas semelhanças com minhas obras anteriores, que também falavam muito de história, batalhas, guerreiros e misticismo.

 

8) Vamos falar um pouquinho de RPG...qual sistema/cenário que você ainda não jogou e que gostaria de se aventurar?

 

R: Sou fã de Dungeons & Dragons, mas já joguei muita coisa diferente. Gosto muito de conhecer sistemas novos, embora não tenha muita paciência de aprendê-los a fundo. Portanto, sempre estou aberto a novas experiências nessa área.

 

9) Bom, aqui não é bem uma pergunta, mas agora uma confissão de fã: eu sou EXTREMAMENTE fã do sistema de regras original que você escreveu para A Batalha do Apocalipse, junto com o Ximu e o Zarour. Jogo desde que descobri (não me lembro como e onde), e já me rendeu horas e mais horas de diversão junto com um dos meus grupos rotineiros (além de jogar de forma solo para meu canal do youtube). Sei que faz muito tempo, e que o sistema não foi continuado, mas...poderia nos contar um pouquinho como foi escrever aquele conjunto de regras?

 

R: Foi no instinto mesmo rsrsrs. Simplesmente fomos criando e adaptado as regras conforme as nossas necessidades da mesa. Para ser sincero, nem sabia que funcionava tão bem e que tinha gente que curtia. Fiquei muito feliz em saber que aquele conjunto de regras te rendeu boas horas de diversão. Muito legal mesmo escutar isso :-)

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Fanzine TOSCO - Acervo

 People, nesse post vou manter links para quem quiser baixar em PDF as edições do Fanzine TOSCO, meu fanzine 100% artesanal e manuscrito que mantenho sobre RPG. Vou atualizar conforme elas forem sainda (a princípio, é mensal). A Edição 9 não consta para download pois foi uma edição especial e exclusiva. feita para a comunidade SOLO RPG.

TOSCO - EDIÇÃO ZERO 

TOSCO _ EDIÇÃO 2

TOSCO - EDIÇÃO 3

TOSCO - EDIÇÃO 4

TOSCO - EDIÇÃO 5

TOSCO - EDIÇÃO 6

TOSCO - EDIÇÃO 7

TOSCO - EDIÇÃO 8

TOSCO - EDIÇÃO 10

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

O que estou lendo: Amazing Spider Man #1 (2018- )

 People, o Homem Aranha sempre foi o meu herói solo favorito.

O que sempre gostei nas aventuras do aracnídeo foi o enfoque nas desventuras do Peter Parker, suas inseguranças e sua inacreditável (e com a qual eu sempre me identifiquei muito) falta de sorte!

Tenho lido as revistas do Aranha desde 1994, e posso afirmar, de forma até certo ponto presunçosa, que conheço de forma bem satisfatória toda cronologia do herói, desde os tempos adolescentes do Peter Parker no High School até os dias de hoje, após ele se tornar um ex empresário bilionário.

A atual Amazing Spider Man começou a resgatar as principais características do herói. Não é a toa que o primeiro arco de histórias dessa revista se chama "Back to Basics".




Vamos lá então analisar a edição numero 1


Data: Julho de 2018

Artistas:

Roteiro: Nick Spencer

Desenho: Ryan Ottley

Arte Final: Cliff Rathburn

Cores: Laura Martin

Letrista: Vc's Joe Caramagna


Resumo (COM SPOILERS): Mais uma vez, a vida de Peter começa a desmoronar. Após deixar de lado a falida Parker Industries, que havia fundado quando Otto Octavius estava no controle de sua mente (Homem Aranha Superior periodo), Peter conseguiu uma boa vaga no Clarim Diário. Apesar de ainda separados, Mary Jane é sua amiga e confidente.

Peter mora em um pequeno local, dividindo a casa e as despesas com outras pessoas, entre elas o vilão Bumerang, que não sabe que Peter é o Aranha. Peter aceitou o vilão pois quer investigar qual os plano do mesmo, e sua ligação com outras figuras importantes do submundo da cidade.

O Rei do Crime é o atual prefeito da cidade (sabe-se lá como), e está rodando um plano para desmoralizar o Aranha.

Ao mesmo tempo, ali perto, uma invasão de insetos alienígenas está sendo combatida pelos Vingadores, que não conseguem achar um meio de vencer este desafio.

E para piorar, Peter é demitido quando um de seus trabalhos acadêmicos é publicamente revelado como sendo plágio de Otto Octavius...



O que eu achei?


Foi uma primeira edição maravilhosa. O objetivo dessa serie era resgatar o clima das história clássicas do herói, sem no entanto desconsiderar as toneladas de eventos que aconteceram nos últimos anos. E isso foi feito de forma primorosa.

A história alterna bem entre as partes do herói e as partes do Peter. A construção dos dilemas do Peter - a perda do emprego, a frustração da Tia May, o sentimento de culpa do Pete em relação a Mary Jane - é tratada de forma muito tocante e até mesmo emocionante.

É uma aventura completa, com começo, meio e fim. E no final, além da presença de um dos vilões mais clássicos do aracnídeo, vemos uma possível reconciliação de Peter com a Mary Jane!

E não, ele não está usando o uniforme preto como essa foto sugere!


ARTE

O traço de Ryan Ottley é simples e sem muitos detalhes. Ainda que eu realmente não tenha curtido muito a forma como ele desenha rostos, o cara tem uma facilidade muito grande para fazer desenhos dinâmicos. Todas as cenas de ação são muito interessantes. A colorização é incrível, claramente inspirada nas histórias clássicas do passado, dando um ar totalmente nostálgico.

A arte final é bem discreta, e não compromete, cumprindo muito bem seu papel.


Nota: 9,5/10

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

A Hora dos Quadrinhos!

 

Bom, galera, eis que após muitos ensaios, o nosso blog ganha uma sessão só de quadrinhos!

Nunca escondi que minha maior paixão na vida foram as hqs. Ainda mais que RPG.

Então nada mais justo que colocar essa paixão aqui também.



Essa sessão terá 3 subdivisões:

 

VEIARIA: quando a matéria tiver isso em seu início, quer dizer que vou falar de hqs antigas, algumas de gosto duvidoso (como as revistas da Image Comics na década de 90). Aqui aparecerá quadrinhos bemmmm undergrounds, e antigos...década de 70, 80 , 90, hqs nacionais...

 

O QUE ESTOU LENDO: Aqui comentarei as coisas mais atuais que acompanho. Muito provavelmente, será um quadrinho da Marvel, um da DC, e algum avulso e variante.

 

RPGQ: Aqui quadrinhos que de alguma tem relação com o RPG! Quadrinhos de D&D, Tormenta, Trevas, Warcraft, e tudo mais...

 

O que não teremos aqui?

Muito provavelmente NÃO teremos mangás (mas teremos Holy Avenger). Eu até gosto, mas o que curto mesmo são os tradicionais quadrinhos de heróis. Também não vai aparecer, à principio, nada tão alternativo assim. Eu realmente sou um cara tradicional quando o assunto é HQ, eu sou fanboy de Marvel e DC e isso nunca muda!kkkkkkkkk!

 

Além disso, também teremos entrevistas com pessoas relacionadas, artistas, escritores, colecionadores...

E, claro, de vez em quando compartilharei aqui os meus desenhos e a HQ que estou desenvolvendo!


É isso! 

sábado, 19 de setembro de 2020

Entrevista com Isabella Banzato, a Menina dos cabelos rosados!

 

People, ao longo de quase 3 anos, tive a oportunidade realizar mais de 30 entrevistas com pessoas incríveis. Tive a chance de conversar com escritores nacionais e internacionais que admirava, artistas fantásticos, desenhistas incríveis, produtores... temos um dos maiores acervos de entrevistas dentro da cena Nerd independente do país, com muito orgulho!

Mas essa sessão não estaria completa sem um outro grupo de pessoas incríveis: as pessoas com quem eu jogo RPG!

Nas proximas semanas, e começando agora, seguirão entrevistas com essas pessoas que gosto tanto, e que toda a quinta feira (quando eu não dou cano, logicamente!) nos reunimos para jogar AD&D (e as vezes Pathfinder).

Convido vocês a conhecerem essas pessoas incríveis.Tenho certeza que se identificarão muito com elas!

A proposta é mostrar como nós, já "adultos", continuamos mantendo acesa a chama nerd dentro de nós!

E pra começar, aqui está ela: Isabella Banzato, uma pessoa multifacetada e cheia de interesses e áreas de atuação, passeando pela dublagem, desenho, animação, dança, e outras 30 mil coisas!


Olá, Isa! Tudo bem contigo?

 Aqui estão as perguntas (finalmente!kkkkkkk). Como sempre falo para todo mundo que já foi entrevistado para meu blog: seja livre! Responda de forma monossilábica se quiserem, ou escreva uma tese de doutorado. É com você. 


Como sempre, a publicação é feita sem qualquer corte ou edição (e nem correções, para desespero geral)

Se você tivesse que indicar uma única coisa do universo considerado “nerd” – desenho, filme, série, jogo, anime, hobby, atividade – para TODO MUNDO ao menos tentar conhecer, qual seria, e por quê?

Acho que eu indicaria o RPG de Mesa. Todos deveriam conhecer, pois ele é a base da cultura nerd, de uma maneira ou de outra. Além de ser uma base cultural, ele é um jogo que não depende de consoles e tecnologias extremamente caras, tornando-o mais acessível em certo ponto (claro que é necessário saber sobre os livros e ter um mestre legal para guiar a aventura). Além disso o rpg é a base para outros jogos e criações posteriores, como Final Fantasy por exemplo. Pra mim o rpg é o que mais representa o universo nerd, e finalizando, o jogo pode retratar QUALQUER temática, e isso é legal por poder englobar diversos tipos de público, não apenas os fãs de idade média ficcional. 

Além do que disse acima, quais são seus três maiores interesses quando o assunto é entretenimento?

Além do rpg, com relação à entretenimento, gosto muito de cinema e tudo o que rodeia o audiovisual no geral (trilha sonora, dublagem, animação, vídeo-games etc); gosto também de livros e hqs (incluindo gibis, mangás e graphic novels), leitura é muito importante para enriquecer nosso “paladar” cultural kkkkk; e em terceiro gosto muito de entretenimento ao vivo, seja visitando museus, exposições ou shows e apresentações de dança (saudades).

Você trabalha com alguma coisa relacionado às coisas que você consome culturalmente? Conte um pouco sobre isso! 

Estudo para trabalhar com isso. Quero muito fazer parte de produções audiovisuais e artísticas, atualmente estudo design e animação e gostaria de futuramente também entrar na dublagem. Gosto muito das áreas técnicas e se um dia eu pudesse, até lecionaria sobre. 

Hoje, na vida adulta...é mais fácil ou mais difícil cultivar seus hobbies e interesses? De que forma é mais fácil, de que forma é mais difícil?

Depende. É mais fácil, pois posso cultivá-los mais livremente sem me importar com julgamentos das pessoas “comuns” hahahaha brincadeira. Mas é bom poder cultivar nossos gostos e hobbies, acho que nos completa mais como seres humanos e precisamos disso sem nos preocupar com o que outros pensam. Além do mais, vemos que a cultura nerd anda sendo mais ressaltada, com eventos enormes como CCXP e AnimeFriends, o que nos possibilita um acesso muito mais facilitado. Por outro lado, quando temos uma rotina de trabalho, estudos e responsabilidades práticas, fica mais difícil para encontrar tempo na semana para realizar esses hobbies e interesses e eles acabam sendo realizados com pouca frequência, eu mesma tenho a vontade de voltar minha maior paixão, ballet, que não é nerd, mas é um hobbie e esporte muito importante pra mim e pra minha saúde (física e mental), o que acabo fazendo é transferindo o tempo da prática da dança com hobbies de menor tempo, o que é bom também!  

Qual o filme/série ( ou os dois) que ainda não foi feito que seria seu sonho de consumo?

Puts... difícil essa. Mas acho que adoraria ver uma animação da Disney ou da Pixar sobre o Quebra-Nozes ou o Lago dos Cisnes, ou sobre algo relacionado ao Brasil que não fosse a Carmen Miranda e o Zé Carioca KKKKKKK. Sei que existem estúdios alternativos que já realizaram partes desses sonhos, mas principalmente as histórias de ballet, acredito que seriam transmitidas lindamente pelas mãos dos artistas da Pixar! 

Qual o sonho nerd que você ainda não realizou?

Comprar um Nintendo Switch e ter uma sala para TV e vídeo-games em casa HAHAHAHA. Ia ser tipo o armário de Nárnia dos nerds, um lugar especial para ver filmes, jogar de tudo, além ter acesso a games retros e ficar de boa em uma poltrona bem confortável!

Qual o artista que você mais admira e por que?

Puts... outra bem difícil! Pois um artista pode ser um músico, uma banda, alguém que pinta, borda, esculpe, pode ser também um editor de vídeos, uma atriz... Cara tudo me encanta, realmente não tenho um único favorito, gosto de MUITAS coisas para ter apenas um que admiro acima de outros. Mas se é pra citar apenas uma coisa, eu diria a banda Gorillaz, já que envolve música, animação, história e entretenimento. 

Como sempre, a última pergunta é sempre bem aleatório. Então aí vai:

-Em qual cenário pós apocalíptico você gostaria de viver?

Nossa... Provavelmente num cenário CyberPunk, já estamos nos encaminhando para isso, afinal de contas, não é mesmo? 


É isso, galera!

Um muito obrigado a todos!

sábado, 5 de setembro de 2020

Entrevista: Rafa Lucci, do projeto/Plataforma PERSONA

 People, eu SEMPRE vou apoiar novas iniciativas e formas diferentes de encarar nosso amado hobby.

Recentemente, vi um post em nossa comunidade que me chamou muito a atenção. Fui atrás para saber mais, e eis que o resultado da busca foi essa entrevista bacanérrima com a Rafa Lucci, a mentora e idealizadora do projeto.

Vocês podem dar uma olhada aqui: PERSONA




Vamos então à entrevista. Como de costume, sem cortes e muito menos edições!


_________________________________

Olá, Rafa, tudo bem contigo?

 

 

É muito bacana ter você conosco aqui no blog oficial da comunidade, o Quest RPG Solo (eu confesso que odeio o nome do blog, nunca consegui pensar num nome decente pra ele)!

Vou dizer aqui quais são as nossas diretrizes quando fazemos entrevistas: SEJA LIVRE!

Responda da forma que achar melhor! Podem ser respostas monossilábicas, ou textos gigantescos, dignos de uma tese de mestrado. Gostamos dos dois. Se alguma pergunta não fizer sentido, sinta-se livre para ignorá-la totalmente. E se achar que alguma coisa importante NÃO foi perguntada, sinta-se livre para acrescentar você mesma a perguntar que quiser, e responder da forma que achar melhor!

Muito obrigado MESMO por ter aceito participar!

 

 

Vamos lá então:

 

 

1-Rafa, você já há alguns anos vem cuidando da plataforma Persona...como você explicaria, para alguém que nunca tenha ouvido falar, qual a proposta do projeto?

A proposta é integrar os criativos das três áreas (literatura, desenho e jogos) pra se apoiarem e se motivarem. O projeto em si é uma rede social onde o usuário controla várias pastas de criações e interage por chats que podem ser públicos ou não, bem parecido com o Orkut(de onde o Persona surgiu).

 

2- Como surgiu a ideia de montar esse projeto?

Com a chegada do Facebook e a substituição do Orkut, os chamados “fakes” perderam seu lugar na plataforma nova, que não abria espaço pra esse público por questões de segurança, o que não julgo. Mas não se enganem! Os fakes dos quais estou falando são os Criativos, pessoas que criavam um perfil falso por puro entrenimento e claramente falsos, sem a intenção de enganar. Os perfis eram para jogar RPG(por chat, escrevendo muito e formando roteiros naturalmente), desenhar e editar e escrever histórias (criando personagens e mundos incríveis originais), criando fanfics... É uma área muito rica que foi sempre alvo de desconfiança ou preconceito por usarem a plataforma inadequada pra tal(querendo ou não, Orkut e Facebook não foram feitos pra esse tipo de interação).

Não havendo espaço pra essa interação, nos restava buscar em sites gringos e outras plataformas que, até hoje, não são suficientes. O público agora está dividido entre as áreas: wattpad(escrita), deviantart(desenho), roll20(rpg) como exemplos.

3-Você é a mente por trás do Persona...gostaríamos de saber um pouquinho mais sobre você! Conte-nos um pouco: Quem é Rafa Lucci?


Lucci é uma criativa que lê, escreve, desenha, joga, e respira arte, e que compartilha muito menos do próprio mundo do que gostaria de compartilhar. Entrei no mundo criativo compartilhado por volta dos 12 anos e me senti bem ali, em rede, assim como vários outros jovens que faziam dos fakes um apoio, seja motivacional ou emocional dos próprios hobbys e pro desenvolvimento pessoal daquela criança que compartilha suas ideias/arte na internet. Alguns, por influência da arte em rede, buscaram se profissionalizar na área que exploraram enquanto pré-adolescentes e as amizades formadas atrás(anos 2005 adiante) ainda vivem firmes! Sou alguém que valoriza muito isso.

4- Como você conheceu o mundo dos rpgs, e quando você decidiu começar a trabalhar mais ativamente dentro da cena?

Eu sempre estive um pouco distante dos rpgs porque, na época, era pouco divulgado quando não demonizado pelos pais(o caso que repercutiu na TV sobre o LARP que resultou no esfaqueamento de alguém, bastou uma fatalidade em sei qual país pra gerar todo esse preconceito que repercute até hoje). Ainda entrava a questão de

“exclusividade” masculina, onde jogos e o rpg eram tratados como “coisa de menino”. Só na adolescência que tive liberdade pra participar de uma mesa, entre amigos próximos, e então participar de outros. Mesmo assim, prefiro o rpg escrito, o que chamamos de “rpg descritivo” ao invés do narrado, porque ainda sinto desconforto em atuar por fala e me inserir no mundo criado, mesmo quando entre amigos.

5- Quais são seus livros favoritos (sejam RPG ou literatura)?

Em nenhuma ordem de importância: “Dragões de Éter” de Raphael Draccon(brasileiro mas editorado em Portugual), “Os sete reinos” de Cinda Williams, “A maldição do Tigre” de Colleen Houck(apesar de eu não ser de romance e o 3°livro ter sido quase insuportável pra mim, mostra parte da mitologia hindu de um jeito sensacional), “O escaravelho do diabo” de Lúcia Machado e vários outros da Vaga-Lume, vários contos do Sherlock Holmes de Conan Doyle e sem dúvida The Witcher(os originais) estariam na lista, mas não consegui comprar então me contento com a série.

6- O Persona trabalha com processo Criativo. Tenho muitos alunos que dizem que “não são

pessoas criativas”...o que você diria a essas pessoas que acreditam que não conseguiriam criar nada nesse sentido?

Eu explicaria que criação não tem a ver com criatividade(é muito mais sobre gostar), até porque nada no mundo é, de fato, original, senão a própria natureza. Criar não deve ser pensado como objetivo muito menos como obstáculo, o “criar” é o próprio processo.

Aos seus alunos, eu diria: façam o que vocês sentem que seria legal de existir, de mostrar, de fazer por fazer. Assim que se sentirem bem desenvolvendo algo, um texto, um desenho, uma ideia, uma conversa, estarão sendo criativos naturalmente e verão que todo mundo é sim capaz de criar.

7- Quais os planos a curto e médio prazo para o Persona? Pretende montar um Apoia-se ou similar, publicar algo, FC...conte-me tudo!


O Persona está, no momento, em busca de financiamento. Todo o resto está pronto, com exceção do site e quesitos legais sobre segurança do usuário e direito autoral.

Pretendo ano que vem voltar a inserir o projeto em incubadoras, caso não encontre parceiros antes disso para uma “versão pocket”, que seria o Persona mais simples com menos ferramentas. Pretendo usar o Persona como objeto de estudo pro meu futuro doutorado, então o quanto antes eu tiver a plataforma funcionando, melhor!

8- Falando em RPG propriamente dito, quais seus jogos favoritos? Você prefere Mestrar, ou ser jogadora?

Acredito que eu gostaria de mestrar, embora tenha tido contato como jogadora poucas vezes no rpg clássico(de mesa). Vampiro a Máscara seria meu favorito até então!

9- Além de RPG, quais são seus outros interesses?

Em literatura, as fanfics e os contos originais(mesmo amadores); em arte, a ilustração e a criação de mundos e seres; em jogos, como jogadora(geralmente moba, base building, survival, cooperativo...) e como desenvolvedora no digital(jogos passa-tempo) e no boardgame(cooperativos, cartas, Print-to-play...).

10-  Bom, Rafa, aqui está um espaço para você falar o que quiser! O que quiser MESMO! Pode ser uma divulgação do projeto, um protesto, uma provocação, uma receita, a letra traduzida de alguma banda de indie rock que só você conhece...sério, escreva o que sentir vontade!

Primeiro quero agradecer o interesse e a entrevista! Acho que essa é a primeira entrevista do Persona(banca de TCC não conta haha). E que eu fico feliz demais em ver o mundo do rpg cada vez mais inclusivo, mais diverso, e tudo o que toca à parte sensível dessa cultura riquíssima de entretenimento estar amadurecendo tanto.

O Persona ainda está “parado” mas está mais próximo do que antes de ser colocado pra funcionar! Deixo aqui a página pra quem quiser visitar https://www.facebook.com/Personaredecriativa

E o grupo pra quem quiser participar https://www.facebook.com/groups/291264114544147 Meu muito obrigada!

Muito obrigado mesmo por separar um tempo nessa vida maluca que levamos para responder minhas perguntas.

Um super abraço!

sábado, 29 de agosto de 2020

Legacy of Mephirot - Entrevista

People, o card game nacional "Legacy of Mephirot" está no meio da campanha de FC. Trata-se de um jogo hiper mega bem feito, e que merece todo nosso apoio!

Nesse momento - dia 28 de agosto de 2020 - a camapanha se extenderá por mais 41 dias. Boa apoiar esse projeto incrivel?


Eis aqui o link do FC:

Legacy of Mephirot - Financiamento 







Eis aqui o bate papo com a galera do projeto!

...

Olá, tudo bem com vocês?

 

É um grande prazer estar com vocês nesse bate papo. Sou maluco por Card games, e logicamente o The legacy of Mephirot chamou muito minha atenção.

E fico muito feliz de receber vocês aqui no nosso blog, o QUEST RPG SOLO!

 

Sintam-se livres para responderem do jeito que acharem melhor. Podem dar respostas gigantescas, ou respostas monossilábicas. Sejam livres! O espaço é de vocês.

Se acharem que alguma pergunta que deveria ser feita NÃO foi feita, sintam-se a vontade para acrescentar a pergunta E a resposta! E se acharem que alguma pergunta não faz muito sentido, podem ignorar também!

 

 

1-  Bom, vamos começar com o básico: Se vocês tivessem que apresentar o que é o "The Legacy of Mephirot" para quem ainda não conhece, como seria essa apresentação?

 

The Legacy of Mephirot é um jogo físico de cartas colecionáveis com temática sombria em que você controla uma Warlady e lidera um exército mortal. Estamos a quase uma década desenvolvendo o universo de Mephirot, uma terra prometida explorada por humanos em uma realidade alternativa inspirada no período medieval. O card game começará a contar essa fantástica história. Temos planos para futuras coleções e expansões e até mesmo o desenvolvimento de um RPG de mesa, onde as cartas também poderão ser utilizadas.

Atualmente, estamos com o financiamento coletivo no Catarse para concretizar esse sonho.

 

2-Como surgiu a ideia de criar o card game? E da ideia inicial até o Financiamento, como foi esse processo?

 

O card game surgiu da ideia de explorar um universo que estamos desenvolvendo. Para dar visibilidade para a história criamos um jogo em que os principais personagens ganham destaque liderando seus exércitos. The Legacy of Mephirot é inspirado em diversos card games, porém, com alguns conceitos originais, enfatizando as Habilitwars, o Tempo de Reação e a gestão de Mistik (elemento fundamental do jogo). Após o desenvolvimento da mecânica, pensamos separadamente em cada carta e logo balanceamos as composições de forma com que o jogo se tornasse fluido, divertido e não subestimasse a capacidade lógica dos jogadores. Depois de vários testes, planejamos a divulgação da campanha juntamente com o orçamento do projeto.

 

3-Sei que vocês são uma equipe, e queria saber: quais foram as principais influências do jogo (não apenas de outros card games, mas outras mídias, como seriados, filmes, rpgs...)?

 

Para a criação de The Legacy of Mephirot buscamos inspirações em nossas obras favoritas. O universo é fortemente influenciado por obras como: The Witcher, Bloodborne, Game of Thrones, O enigma do outro mundo, Conan: O bárbaro, Berserk, The Void, Diablo, Silent Hill, Dantes inferno, Kult: Divinity Lost e Hellraiser.

Nos inspiramos também em autores como: Neil Gaiman, H.P.Lovecraft, Stephen King, Robert E. Howard, Clive Barker e Alan Moore.


4-O The Legacy of Mephirot tem um lore muito interessante! O que surgiu primeiro: as regras e mecânicas, ou a história do mundo?

 

Trabalhamos inicialmente em desenvolver a história do mundo.




 

5-  Contem um pouquinho da história do mundo onde se passa as partidas do card game, please!

 

Nos confins do mundo, onde a noite era eterna e o perigo era constante uma ameaça ainda pior surgiu para escravizar a humanidade. A única salvação seria se arriscar na escuridão em busca da terra prometida, a lendária Mephirot. Mas outras criaturas reinavam por lá. Se no ato ancestral havia o desespero, não tardou para a cobiça humana se posicionar. Reinos foram erguidos sobre cadáveres dos nativos e do solo ensanguentado fez brotar gerações de intolerantes. Crenças perseguidas, monstros caçados e poder disputado por aqueles que não imaginariam que o pesadelo ancestral poderia os alcançar.

O cenário da primeira coleção do card game The Legacy of Mephirot se passa nas terras de Metalqueen. Cronologicamente, os acontececimentos ocorrem a milhares de anos após a origem do universo. Esse império é formado por guerreiras destemidas perseguidas por suas crenças ideológicas.

 

6-Eu gostaria muito que vocês se apresentassem! Quem exatamente é a equipe por trás do jogo? O que fazem? O que curtem?

 

Pamella Avelar é jornalista, escritora, designer de jogos e podcaster. Ama ler e escrever, desenvolver universos, jogar jogos de mesa e é uma apreciadora do conhecimento.

Philip Feldrick é design, ilustrador, escritor e podcaster. Amante do terror e ficção científica em diversas mídias.

 

7-  Como voces veem o mercado nacional de card games hoje?

 

No mercado nacional não é tão explorada a cultura dos card games, principalmente colecionáveis, embora seja um dos formatos mais populares do mundo e acessível em relação aos Board games e RPG's físicos.

 

8-Bom, esse espaço aqui é totalmente livre para vocês falarem o que quiserem! O que quiserem mesmo, desde um chamado ao apoio no Catarse até receita de bolinhos de chuva, se preferirem! Tomem a palavra:

 

Estamos muito felizes em participar do QUEST RPG SOLO. Aproveitando a oportunidade, gostaríamos de expor os principais motivos para apoiar o card game The Legacy of Mephirot:

Incentivar os jogos nacionais; Mais acessível com o financiamento coletivo; Fácil de aprender - base matemática simples; Excelente jogabilidade e habilidades incríveis; Para 2 a 5 jogadores; Quatro modos de jogo para sair da rotina; Alta qualidade - cartas de Warlady com acabamento especial; Rico em história; Explora as nuances da fantasia e do terror;


Possui playmat básico, mas você não fica restrito a ele; Sorteios exclusivos no grupo de apoiadores e a chance de concorrer para se tornar uma carta rara (100 primeiros apoios).

 

Convidamos para conhecer a nossa campanha: https://catarse.me/mephirot Muito obrigado, e boa sorte para vocês com esse projeto incrível!

Entrevista com Eduardo Spohr

Pessoal, é com imensa alegria que apresento hoje uma entrevista exclusivíssima que fiz com o grande autor e jogador de RPG Eduardo Spohr. Ca...